A minha verdade sobre o mercado da organização. Minha sincera opinião sobre o que acontece hoje em dia.

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Essa semana que passou eu fiz um trabalho – ainda não concluído, por atraso na entrega dos materiais solicitados- no glamouroso Copacabana Palace. Postei no Instagram e li o seguinte comentário: um novo nicho de mercado. Novo????? Eles sempre estiveram ali. Vim da hotelaria. Do backstage dela. E sei de fato suas imensas possibilidades. Aliás, como eles existem vários outros nichos pouco explorados ainda. O problema é que há uma limitação muito grande ainda nas profissionais desse mercado. Na visão micro que elas tem. No que é ensinado nos cursos de formação, etc e tal. Assim me parece. As pessoas tratam organização como arrumação. Pra mim, coisas totalmente distintas. Totalmente!
Também não consigo associar meu trabalho como organizadora profissional ao de uma dona de casa ou serviço doméstico. Nada pessoal, mas não consigo correlacionar o que almejo com essas tarefas. Ainda que eu tenha grandes amigas, que eu nem preciso citar o nome pois vão ler e se identificar, e me xingar rs. Exímias donas de casa e organizers voltadas para este segmento. Talentosas. Sebastianas Quebra Galho materializadas! Quando me aperto, ligo pra elas, mas obviamente, para tirar dúvidas sobre minha casa, nunca para a casa de cliente. Não, não é preconceito! É total inabilidade da minha parte.

Bem, quando eu criei minha marca, o Ateliê Ordenar, isso em 2004, eu já tinha essa visão empresarial. As cores da minha empresa, a logo e toda a identidade visual foi pensada para que eu pudesse atender o segmento corporativo e não somente residencial. Assim, eu idealizei o AO com as cores vermelho e cinza. Logo com caixa – pra mim, organização macro – e não com cabide, um real símbolo da nossa profissão, mas mais voltado para residências. Nada de bonequinhas, menininhas e desenhos no cartão pessoal. Acho lindo, mas fiquei me imaginando entregar um cartão com uma bonequinha, por exemplo, para um diretor do Opportunity. Trabalho grande que fiz em 2007, de uma consultoria rigorosa que durou 5 meses e que rendeu um livro com mais de 80 páginas de normatização de postura profissional e padronização das salas de reunião da empresa. Então, é assim que penso. Organização como uma coisa macro! Adoraria que mais gente pensasse assim. Não é o que vejo! Mas tenho muita esperança!

Entendo que a organização tem suas nuances. Existem as profissionais que se dedicam exclusivamente às residências. Outras ao treinamento de empregados, dicas e mais dicas de como limpar e manter a casa organizada, de como lavar as roupas de forma correta, que produtos de limpeza utilizar. Não! Não tenho essa “pegada” de dona de casa. Não gosto mesmo gente! Não tenho essa capacidade. E quando tenho cliente que exige isso de mim, eu indico outra profissional, porque não tenho essa habilidade. Reconheço isso. Minha “vibe” é outra. Assim como existem outras profissionais que se dedicam aos cursos e por aí vai. Gosto mesmo de desafios. De trabalhos macros. Comecei com organização de grandes arquivos em 1997. De cara, encarei o arquivo centenário da Cia. Docas de Santos. Levei quase dois anos para finalizar aquele arquivo. Lembro bem! Mais, levei uma surraaaaa para finalizar, ainda inexperiente, para encontrar um método que funcionasse naquele arquivo. Uma dificuldade estabelecer temporalidade para os documentos, com a pouca vivência e sem acesso à internet. Tudo muito precário, mas fundamental para que eu chegasse até aqui.

Longe de ser uma reclamação, é uma crítica de fato! Mas sou seguidora de várias profissionais da minha área. Sinceramente, às vezes fico decepcionada e triste em ver o “antes e depois” de trabalhos feitos. Euzinha jamais teria coragem de publicar em rede social algumas das fotos e legendas erradas que vejo publicadas. Dobras mal feitas. Caixinhas e mais caixinhas com conteúdos sem contexto. A pessoa pega uma uma mesa de cabeceira, coloca todo o conteúdo que estava em cima dela e joga dentro de uma gaveta e chama isso de organização??? É isso o que vejo. Do Instagram, eu tiraria meia dúzia que eu acho excepcional o trabalho e faço questão de comentar. Mas tem gente que penso que nem com toda capacitação do mundo vai conseguir deslanchar. Falta talento. Minha opinião, e como esse espaço é meu e eu não cito nomes, concorde ou discorde quem quiser.
Brinquei essa semana com uma organizer querida dizendo que “cada vez que uma organizer publica um antes e depois duvidoso, um duende morre na Irlanda”.

Popularizar esse trabalho é sim excelente para alcançar um público que até então acreditava-se não pudesse comprar esse serviço. Hoje eles podem sim. Mas logo, logo, saberão o que é bom, também em matéria de serviço de organização. Vão exigir mais e mais, e se vc não estiver preparado, não vai conseguir alcançar e vai ser um tiro no pé! Encaro isso como, começar da forma errada.

Antes e Depois, sorteios de consultorias, diárias, trabalhos, vulgarizam um mercado novo e promissor e afirmo, não vai mudar de fase nesse jogo não! A não ser que esteja resignada em fazer pequenos trabalhos com baixa qualidade e público pouco exigente. Mas pode acreditar, tem um, muito maior, com mais potencial aguardando aqueles profissionais com boa vontade, que estudam, se capacitam, procuram inovar, se arriscam, ousam e tem cautela na hora de se divulgar. Pense bem antes de publicar aquela foto. Eu penso até hj e pra sempre pensarei. Tem trabalhos muito legais que faço e que na foto ficam uma porcaria. Prefiro não arriscar. Tenho cuidado de fechar uma porta que não ficou tão boa ou que não está pronta. De buscar um ângulo melhor para a foto e por aí vai. Apesar de, meu cliente raaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaramente vem pelas mídias sociais. Mas depois que compram meu serviço, vão lá sempre conferir por onde ando e o que tenho feito. Comentam, perguntam querem saber de quem era a casa, pode ser que eles conheçam etc e tal. Eles ficam no nosso rastro. Fato! Fotos mal publicadas podem depor contra quem as publica. Pense nisso! Conselho de quem é cri cri, chata pra caramba, exigente, mas que tenta sempre se aprimorar mais em mais em cada cliente.

Vamos melhorar o nosso mercado? E se falássemos a mesma língua? Pense nisso!

beijos e boa semana

Verônica Cavalcanti
Menina do AO

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Um closet provisório dentro de uma sala? Sim, e o pedido era colocar ordem no caos. Foi feito, em tempo recorde e com mérito!

Tô devagar né gente? Eu não, o país tá devagar, a crise tá aí mostrando os dentes e com sangue nos olhos. Continuo trabalhando, mas num ritmo mais espartano. Mas os orçamentos de vento em popa, graças a Deus, são eles que não me tiram a esperança de que enquanto há vontade de se organizar uma casa, haverá trabalho! Aleluia amém!

Essa cliente veio assim, de um telefonema. Indicada de uma ex-aluna do tempo de Senac e que sempre encontro, virtualmente, mas sempre! O perfil dela, uma médica ginecologista e obstetra super bem sucedida e cotada no seu mercado de trabalho.

Com uma pequena obra em casa, transformando um home office em um closet, mas sem perder a total função de home office. Como se não bastasse a vida agitada dela, todas as “bolsas” das pariderias resolveram estourar na madrugada, véspera do nosso trabalho. Ela chegando exausta e nós chegando pra organizar na maior animação. Já imaginou a cena né? Coitada viu! Mas ela vestiu a camisa. Deu um comichão de organização, e ainda ligada nos 220vw, seguramos na mão de Deus e fomos embora!

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As roupas desse espaço estavam na sala, que estava inviável andar. Outras roupas e afins, compactadas em 50 caixas, foram para um guarda-móveis e aguardavam na garagem do prédio.
Nos dividimos então. Eu desci para dar uma olhada nas caixas e entender o conteúdo. Já que eu não havia feito o antes, tinha que contar e acreditar nas legendas das caixas para começar a subir com elas para o apartamento dentro de um critério. Primeiro roupas dela. Depois as roupas do marido. Por último os objetos e todo o restante. Enquanto isso, na sala da casa, minhas meninas trocavam os cabides e já organizavam as roupas por estilo e cor nas araras da sala mesmo pra já levarem de forma organizada para os novos armários.

O projeto ficou muuuuito bom! A arquiteta aproveitou ao máximo todos os espaços. Sinceramente eu não sei como era antes, mas que ficou bom, ah isso ficou! Ainda assim, era muuuuita coisa, muita mesmo. Roupas, acessórios e principalmente objetos e produtos. Tudo muito misturado. Nas caixas não havia organização. Ai se ela tivesse lembrado da gente na hora de desmontar o espaço…enfim, o fato de não sabermos como era o antes e o que saiu daquele cômodo acabou por nos atrapalhar um pouco, mas não a ponto de nos deixar perdidas. Mas seria melhor que tivéssemos feito o antes também, com certeza!

Já no primeiro dia, as araras já estavam prontas e uma parte da dobra, pelo menos das roupas maiores, também. Mas ainda havia muita miudeza e muita roupa também.
No segundo dia foi a vez do roupeiro e finalizar as dobras, das roupas menores e que dão mais trabalho, calcinhas, sutiãs, meias, tops, underwears e por aí vai. Tudo o que faz parte do nosso infinito universo feminino.

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No terceiro dia, ainda nos restavam 17 caixas para colocar em ordem em pouquíssimo espaço. Foi uma luta! Aliás, foi uma luta tão grande que ainda rolou uma metade de um sábado, dia seguinte, para os ajustes. Sempre, sempre necessários, ainda mais quando a cliente sabe o que quer e não tem a possibilidade de ficar com a gente durante a execução do projeto.

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Neste último dia, mais relaxadas, e com caixas transparentes, conseguimos dar um fim ao caos por completo. Eu e ela, apertando as roupas no Space Bag. Separando doações. Agrupando os produtos de uso pessoal em caixas de acordo com os critérios que ela definira, sempre etiquetados. Sim, ela era como falei, uma cliente exigente, chateada por não poder estar junto de nós durante o processo. Seu olhar fazia total diferença, mas destinar um sábado, sem “pariderias” para interferir rs, foi a melhor das opções, sugerida por ela mesma. Deu certo, com sangue suor e lágrimas, mas deu. Feliz por mais uma meta cumprida e uma cliente que precisava de velocidade e qualidade no serviço, realizada.
Que venham novos desafios. Estamos prontinhas e acostumadíssimas a pouco espaço e demanda imeeeeensa!Rs

Ah, no fim, teve até “taguizinho” dando boas vindas para a cliente ao seu novo espaço. Pra ela nunca esquecer da gente, porque dela, não me esquecerei jamais!

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Beijos da menina do AO
Verônica

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Em tempos de crise a organização da casa dos amigos pode ser um filão! Tá aí parada lamentando a vida? Tenho certeza que tem um amigo aí pertinho precisando dos seus serviços! Vai lá!

Que eu adoro polemizar isso não é segredo pra ninguém né? Não sei nem se a palavra é polemizar, na maldade. É que eu penso um pouco diferente mesmo. Sou às avessas. Tenho valores bem sedimentados e “introcáveis” sabe? Já sai de empregos maravilhosos porque vi coisas muito erradas que não concordava e aquilo começou a mexer com meus valores. Resolvi abandonar o barco, antes que eu achasse tudo normal demais, inclusive o que não era normal.
Enfim, tô aqui para falar que em tempos de crise – aliáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas, crise esta que não vejo desde 2009 – organizar a casa dos amigos, ainda que, com diárias diferenciadas e condições de pagamento atrativas, pode ser uma das melhores saídas para o momento delicado.

Não, nãaaaaaaao vem me dizer que a crise não te pegou?? Que vc continua trabalhando a todo vapor etc e tal?????????

Pode até ser, mas não é o que as redes sociais dizem por aí!Muita gente parada, vendendo desesperadamente serviços mais dinâmicos e rentáveis no momento como cursos e workshops. E tem que ser por aí mesmo, investir no que é vendável nesse momento crítico que vivemos nesse país. Eu sinceramente nunca vi tanta gente e de várias áreas que admiro e sigo fielmente tipo, decoração, fotografia, cartonagem, escrevendo a palavra PROMOÇÃO em suas postagens! Aliás, isso dava um bom post hein? Vou pensar, juro!

Mas pra vc que ama mesmo organização física como eu. Que ama ir para o front, pra guerra e não quer ficar paradinha, a casa dos amigos pode ser uma boa alternativa, dentre outras que posso sugerir mas em outro post, ok? Se tem uma coisa que eu acredito é, que movimento gera movimento. Ficar parada, olhando para o nada não vai te trazer cliente. Mas ir para a casa dos amigos e oferecer seus serviços, ainda que por um preço não muito convidativo pode ser um saída para o não conformismo, para gerar bons resultados, fotos para alimentar suas mídias sociais e mais pontinhos na sua capacitação, além de um dinheirinho, ainda que menos. MAS FAZER DE GRAÇA, JAMAIS, TÁ?

Assim chegou essa amiga “dasantigas”. Grande amiga de um amigo. Já vivemos bons momentos e inesquecíveis juntas. O tempo nos afastou um pouco, mas o carinho ficou há de eterno. Então, num domingo eu estava aqui à toinha, coisa rara, mesmo para um domingo e eis que ela me manda um zap desesperada! “Friend (ela só me chama assim), acabei de me me mudar e não sei nem por onde começar! SOS!” Então corri pra fazer enviar o orçamento. Sim, para os amigos eu também faço o orçamento porque a formalização é importante para ambos os lados, ainda que seja uma amiga. Eu não conhecia o novo espaço, a nova casa. Mas conhecia o antigo AP e sabia bem como funcionava a sua rotina intensa de mãe, profissional e marido que se mata de trabalhar o dia todo e uma confusa rotina doméstica.

A boa notícia: a nova casa era três vezes maior e com marcenaria em todos os espaços. Ou seja, SOMENTE POR ISSO eu não precisei ir ao local para fazer aquilo que chamo de avaliação (= visita técnica). Quando o espaço atual é maior que o anterior, confesso, eu costumo dar uma relaxada nesse aspecto.

Fechamos o projeto em poucos minutos de negociação via zap! Não houve redução na diária, mas condições de pagamento pra lá de especiais, mas que eu jamais faria para um cliente formal. Ela também reduziu o escopo do trabalho, excluindo o resto da casa, deixando somente os quatro quartos. Melhor, o closet dela e do marido. O armário do quarto da filhota. O armário do quarto da tia que mora com ela e o armário do quarto de brinquedos que guarda também algumas roupas da filhota. Sim, ela tem roupa pra “caraiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”!

Começamos pelo closet do casal a pedido dela. Pequeno na verdade, mas na medida para a demanda existente. Só que ele acomodava também a rouparia. Aí sim foi uma luta para fazer caber tudo, mas no fim deu “certim”. Tirando a rouparia, “enfiada” dentro do closet, o resto foi tranquilo, tipo “batidão”. Tudo dentro do cronograma!

 

Finalizado o closet, fomos para o quarto da Gigi, menina pinga fogo e com um armário com muuuuitos modelitos. Muito mesmo! Tem roupa até os quinze anos se bobear. Além é claro de muitas bijus, acessórios de cabelos, maquiagem, socorrooooo! Muita coisa, mas muito espaço também.

Do quarto da Gigi, fomos para o quarto de brinquedos. Obviamente que brinquedos é meu setor e roupas e fantasias, o expertise da minha fiel escudeira. Trabalho dividido mas concluído com sucesso.

Por último e talvez o que tenha dado mais trabalho, foi o quarto da tia que mora com a família. Muita coisa. Ela faz artesanato, acumula muita coisa e como eu já disse uma vez, não dá pra ficar insistindo pra doar e se desfazer dos objetos. Nem todo cliente está aberto a isso. E não é porque é casa de uma amiga que eu iria fazer diferente. Aliás, o padrão de atendimento e serviço deve ser impecável seja lá pra quem vc faça, independente de quanto vc cobra. Se aceitou as condições, trabalhe direito. A pessoa pode até pagar diferenciado mas não precisa receber um serviço a altura. Lembre-se que ela pode ser um bom divulgador do seu serviço.

Então, em tempos de crise, há de se apertar os cintos e contar com a força dos amigos para superá-la. Aliás, o que seria de mim se não fosse meus amigos, do início da minha carreira até os tempos atuais. O post de hj não me deixa mentir!
Bom fim de semana!

beijos da menina do AO
Verônica Cavalcanti

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Vamos falar de ÉTICA no mercado de organização? Alguém aí ainda sabe o que é isso? Olho vivo gente, olho vivo!

Ética
Imagem tirada do blog http://obviousmag.org/

Tô aqui me virando em mil, como sempre, pra dar conta, e agora ainda escrevo em outro blog. Se não tava dando conta do meuzinho somente, que dirá de dois, mas como se diz por aí, entre meia noite e seis da manhã, dá tempo de fazer muita coisa.
Tava aqui pensando em escrever sobre o último trabalho que ficou demais, quando recebo um whatsaap de uma amiga, também Organizer de outro estado, chocada pois copiaram a logo, a proposta, o texto e até o curso dela. Não se deram o trabalho de criar nada novo. Printaram a tela e pronto. Num piscar de olhos a mágica do mau profissional se fez. Então gente, esse tema rende né?

Vamos recapitular?
Quando eu me aventurei nesse mercado como amadora em 1996 nos EUA e depois aqui no Brasil, com toda a sinceridade, eu nunca, nuca tinha ouvido falar aqui no Brasil de alguém que fizesse isso. Bem, a era digital tava longe de entrar com força total ainda. As máquinas fotográficas eram analógicas e os PCs eram 486 ou Pentium, nem lembro direito, mas vcs lembram? Então, quando eu criei o Ateliê Ordenar quase 10 anos depois em 2004 e eu resolvi pesquisar a fundo com o pouco de recursos que eu tinha, computador velho, herdado do meu pai, internet discada e cara, eu descobri Zeca, a poderosa Organizer que fazia a casa de muitos globais, quase todos por sinal, e de muitos ricos desse RJ. Zeca era o símbolo do poder aqui. Atendia todo mundo mas não era de se expor, não era de aparecer em mídias, era e ainda é muito na dela. Conforme fui entrando na casa dos clientes fui conhecendo seu primoroso trabalho e o valor dele. Muitos eram ex-clientes dela. Mas em São Paulo, existia a famosa Cristina Papazian. Podem falar o que for dela, mas eu sou muuuuuuuuuuuito grata a ela que me abriu muitas portas, que me deu “a real” desse mercado e todo apoio para que eu começasse e me jogasse nesse universo de forma correta.

Passados anos, eu vejo hoje um mercado explodindo de profissionais de todos os naipes. Cursos e mais cursos, mil certificações por aí de todos os tipos, com todos os preços e para todos os perfis. Mas será que os docentes estão realmente preocupados com o conteúdo que passam? Será que os alunos estão realmente comprometidos em aprender o conteúdo antes de pensar em entrar no mercado com toda sua força? Penso que os conteúdos devam ser de todos os tipos possíveis e inimagináveis, mas tenho absoluta certeza que ninguém fala de ética. Bem verdade que eu não via muita necessidade de se falar nisso algum tempo atrás, mas diante do absurdo que tenho visto, acho melhor isso ser um tema muito aprofundando dentro desses cursos ok? Tem que ter um compromisso nosso, dos docentes de explicar bem explicadiiiiiiiiiiiiiiiinho porque tem gente que nem desenhando entende, ou não quer entender. Hoje em dia, ninguém mais quer ter trabalho de pensar em nada, ainda mais com os exemplos “maravilhosos” que temos dos nossos governantes e formadores de opinião. Querem entrar no mercado roubando o cliente da outra. Roubando a logo, a proposta, o material didático e por aí vai. Lembro bem de ter ouvido uma frase que me marcou muito de uma ex-aluna, uma das pouquíssimas, que eu de fato não pretendo encontrar nunca mais. Enfim, ouvi a seguinte frase “Vc é muito generosa. Generosa até demais!” Generoso não é sinônimo de ser trouxa, pode até parecer, mas… e ouvi mais, “eu fico aqui lembrando das suas aulas, pra fazer igual à vc e ter o mesmo sucesso!”. Lógico, ela foi minha estagiária durante muito tempo, investia pesado nos argumentos querendo a vaga da minha sócia, na época a Patricia, eu já percebia a má intenção, mas nas idas e vindas de carona no meu carro, eu a capacitei de graça, ouvindo minhas negociações com clientes, meus acompanhamentos em equipe em lugares diferentes e um dia ela usou tudo isso a seu favor, sem pensar em mais nada! Uma pena porque eu sou meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeega generosa, mas o que ela não sabia e que também sou meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeega intolerante à falta de lealdade. Finito! Ever!

Então, segue alguns conselhos de quem já viu de tudo no mercado e espera não ver muito mais:

1- Por mais que te “vendam esse peixe”, não acreditem que amanhã vcs estarão super bem colocadas no mercado e que o retorno será rápido. A não ser que vc tenha um bom apadrinhamento ou muita “estrela”, ainda assim não é fácil como nem pra Micaela Góes foi, tenho absoluta certeza! Trabalhar com organização é mais do que vocação, é passional mesmo, porque tem que gostar muito para carregar peso, tirar sacos e mais sacos de lixo, mexer em roupa suja e por aí vai, porque de glamour mesmo somente o resultado e a felicidade do cliente na finalização, mas até chegar lá… Por isso, sugiro paciência, paciência e paciência para não meter os pés pelas mãos e começar feio nesse mercado usando o atalho;

2 -Estude muito o nome da sua empresa, pesquise antes para saber se já existe um dono para esse domínio. Nem faça pequenas alterações para “pegar carona”. Por exemplo o Ateliê Ordenar, fundado por mim em 2004 encontrou seu pseudo irmão gêmeo alguns anos depois com o Ateliê Organizar. Isso mesmo, a mesma proposta. Vai que alguém procure o Ateliê Ordenar e por engano chega até o Ateliê Organizar? Imagino que o criador dessa quase compilação pensou assim. Nem sei que fim levou mas sei de coisas impublicáveis a respeito dele. E por aí vai, Tudo em Ordem, Tudoo em Ordem, é um pouco demais não? Ética gente, ética em todas as profissões, a nossa não pode ficar de fora! Ah, e criatividade demais não faz mal a ninguém!

3- Se vc foi convidado à participar de uma parceria, vá como parceira e comporte-se como tal. Aprenda o máximo que puder aprender, mas não prospecte em cima do cliente que não é seu. Não se insinue. Não tenha intimidade com o cliente, a não ser que quem te convidou não se importe, porque euzinha tô fora, não gosto disso não. Cliente é o nosso maior patrimônio e nossa principal vitrine;

4 – Seja honesto com seu cliente, seja ele aquele que compra o seus serviços em residência, empresa ou cursos. Ofereça o que vc puder servir e tiver domínio. Não invente histórias, nem use foto ou referências que não são suas. A internet está aí para encurtar caminho e para que toda mentira seja desvendada e o cliente, ahhhhhhhhhhh o universo do público que compra esse serviço, ainda é muito pequeno. É fácil, fácil disso chegar até o ouvido interessado;

5 – Se vc é daquelas Organizers que quer ser blogueira, youtuber ou se especializar em docência, crie vc mesma seu próprio conteúdo, material, apostila porque da inspiração para a compilação basta um sopro. Evite olhar referências, ainda que sejam internacionais. Como eu disse no item 4, a internet está aí para encurtar caminhos. Dá um trabalho danado escrever, pensar, planejar seu próprio conteúdo ou material, mas dá um orgulho danado de bom quando o resultado chega e vc nada tem a temer!
Eu tive a experiência há muitos anos atrás de uma outra aluna “exxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxperta” me convidar para fazer um trabalho com ela, onde eu fiz quase tudo sozinha porque ela não sabia nem por onde começar. Logo depois, navegando nas deliciosas ondas da internet descobri minha apostila inteiiiiiiiiiiiiiiiiiira no site do Clube dos Decoradores do RJ. Dei um print na tela e acionei judicialmente a instituição que perdeu a causa obviamente. Me pagou uma graninha. Logo depois fechou as portas. Hoje temos muito mais aplicativos, recursos, mais e mais ofertas para os bons e maus intencionados e sites e estou sempre pesquisando, afinal oportunistas tem em todos os lugares, né não? E não esqueçam, a velocidade da informação agora é muito mais rápida do que alguns poucos anos atrás;

6 – Atenção, uma má ação pode te levar à bancarrota antes mesmo de vc começar. E não esqueça que hj em dia existem vários órgãos de proteção ao consumidor e sites e mais sites para divulgar o mau profissional. A famosa Black List. E digo, muitos clientes recorrem a ela antes de contratar seus serviços. Tenho cliente que levanta ficha policial e órgãos de proteção ao crédito, ok? Fiquem ligados, os mau intencionados;

7 – Para finalizar, proteja seu material daqueles que desconhecem a palavra ética. Temos várias possibilidades como O INPI para dar patente às criações. Se vc não sabe, contrate um advogado ou especialista para fazer isso. Eu fiz. E ainda, os materiais de sua autoria podem ser registrados como Direito Autoral na Biblioteca Nacional. Todo meu material é MEU de fato e por direito. Tenho com orgulho todos os meus certificados, inclusive das atualizações. Sem chance!

Enfim, tudo o que posso dizer é que não é fácil. É suado, sofrido, muitas vezes pensamos em desistir, mas lá na frente, se vc caminhar na direção certa usando as armas certas, vc chegará lá, com todas os méritos de uma boa profissional.

Em um evento alguns poucos anos atrás, eu disse uma frase e fui mega aplaudida, embora tenha certeza que todos ou quase todos lá pensassem como eu “ser honesto pra mim é obrigação, assim eu aprendi, mas no mundo de hj ela virou virtude”. Com calma e sabedoria vc chega lá, sempre, ainda que demorado, vc chegará! Avante, sempre!

Se vc for leal, conte comigo! Caso contrário, nem se dê ao trabalho, por favor!

beijos
Menina do AO

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A mudança com a família mais hilária que já fizemos! Gargalhando e dobrando roupa, foi esse nosso lema pra essa mudança!

Ela já começou ganhando muitos pontos comigo. Me indicou ainda sem conhecer nosso trabalho, eu por exemplo, não indico sem conhecer o serviço, jamais! Na confiança mesmo. Temos uma grande amiga em comum. Nossa amiga indicou para essa cliente, que indicou para uma outra amiga dela, que comprou o serviço em janeiro (já teve post dela) até que chegou a vez dessa cliente. Confuso né? Mas vc vai entender.

Já na avaliação, ou visita técnica, como alguns preferem dizer, já deu para entender o trabalho a ser executado e o quão engraçada e divertida era essa família. Não é pra menos! Ele “empresário do ramo da comédia”. Ela dentista. Dois filhos lindos. Um sério e apaixonante. Outro engraçadíssimo e com síndrome de Olaf, ama abraços! rs
Mas quem rouba a cena mesmo é a empregada, tão hilária quanto. Daquelas que chama o patrão de “seu menino”, mas mima a família e quem mais tiver lá ao extremo! Mas o sotaque, ahhhhhhhhhhhhh o sotaque, como amo esse sotaque do nordeste. Chorava de rir!

O projeto consistia em organizar todo o pós mudança. Eles saíram do apartamento deles para que entre em obra e daqui alguns meses retornar para um espaço totalmente novo. Não é uma família acumuladora, cheia de objetos, roupas e afins, com exceção do marido que ganha muito brinde por ser uma pessoa pública. Aí já sabe né? É muita coisa que ganha. É muita coisa que tem. É muita coisa que guarda.

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Num sábado e domingo de um sol de rachar, um calor de trevas nesse Rio de Janeiro e era meu aniversáriooooooooo, com duas assistentes e mais as duas empregadas dela, demos cabo da casa toda. Obviamente que não se tratava de um apartamento de 300 metros quadrados com várias suítes e muitos armários por organizar. Estou falando de um apartamento pequeno,enxuto, de dois quartos e um bom home office. Nossa prioridade total foi reduzir o número de caixas o mais rápido possível, porque é notório que os clientes ficam super aflitos com isso, embora não me assuste. Então, nos dividimos da seguinte forma: duas esvaziando caixas e uma montando os espaços, e as empregadas, dando conta da cozinha.

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Fazer mudança com a família toda dentro de casa, incluindo crianças, nunca é uma boa experiência, mas nessa casa, tiramos de letra. Crianças que não atrapalharam em nenhum momento o trabalho, empregadas que chegaram juntinho dando toda assistência possível e uma cliente que ficou ali no corpo a corpo, mortinha, exausta por tudo o que já havia feito, mas chegou juntinho no quesito desapego. Dooooooooooou muita coisa mas ai dela se não doasse, porque juro, juradinho que quando fui fazer a avaliação, eu percebi que o marido tinha muita roupa, e de fato tem, mas ela, elazinha, tinha só duas portinhas de roupas entulhadinhas. Quando a gente começou a abrir as malas e caixas no novo apartamento provisório rs, parecia que não tinha fim, vinha roupa do núcleo da Terra, não acabava nunca mais! Quanto mais dobrávamos, mais aparecia! E o espaço que tínhamos a nosso favor, era micro, um mini closet que ela mesma escolheu e montou baseado nas dicas que fui dando ao longo dos meses. Na verdade é um espaço destinado a um closet pequeno, mas estava todo vazio e como a proprietária deu carta branca montamos esse mini closet com aramados simples mesmo. Não é que deu super certo? Eles ficaram beeeeeeeeeeeeeeeeem satisfeitos!

O quarto dos meninos era um desafio menor. Um armário embutido de quatro portas e mais o espaço aéreo. Embora fossem meninos, eles tinham muita roupa, principalmente o caçula que herda do mais velho. Foi uma ginástica fazer caber tudo naquele armário, mas deu, apertadiiiiiiinho, mas deu! E mais uma bancada com materiais de estudo, gaveteiros com materiais de papelaria e nenhum recurso a mais. Ai, como faz falta nichos e prateleiras no quarto de crianças. Mas ela me prometeu que na volta para o velho novo apartamento, terá espaço pra tudo, e estou junto com ela, nessa de planejar melhor os armários, aumentando o número de araras e reduzindo de prateleiras, mas com muitas, muitas gavetas para ela e maridão.

O home office é território do marido que teve, à revelia, que dividir seu espaço com os brinquedos e livros dos meninos. Era uma estante (lembrem que eu amo elas), enorme, branca, cabia tudo do marido e sobraria espaço com folga. Por que então não colocar os brinquedos dos meninos? E sob a benção do casal, os brinquedos e livros das crianças migraram para este espaço de forma confortável e facinho de acessar.

E foi assim que terminou essa mudança tão planejada desde janeiro e que vai ter a volta em grande estilo em breve com essa família que te deixa trabalhar na paz e ainda te garante boas risadas.

Um beijo
menina do AO

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Nossa organização preferida: estantes. De todos os tamanhos e formas. A evolução de 2008 aos tempos atuais, pelo AO, claro!

As estantes são minhas preferidas atualmente, mas nem sempre foi assim. Rodei a casa inteira e obviamente que ainda rodo, faço closets, armários, cozinhas, áreas, quartos, sou mais do que atuante nos clientes corporativos e por aí vai, mas as estantes, ahhhhhhhhhhhh as estantes, são as minhas paixões. Nelas eu deixo a minha marca registrada. Nelas eu selo meu elo com o cliente e fecho com chave de ouro meus trabalhos.

Fazendo uma retrospectiva láaaaaaaaaaaaaaaaaaa atrás, tudo começou em 2008, na montagem das primeiras estantes, porque a primeira de fato, minha máquina era analógica ainda rs. Numa mudança enorme que fizemos e tinha uma estante pequetita no corredor. Assumi a organização dela enquanto a equipe se ocupava dos demais cômodos.
Olha ela aí, “piquinininhaaaaaaaaaaaaaaa”

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Fui tomando gosto por esse espaço. As demandas foram cada vez maiores. Ao longo, fui me capacitando na prática mesmo e contando muito com as minhas pesquisas pela internet, num mundo onde ainda não havia Pinterest nem Instagram. E mais, pelas minhas incursões às boas e maravilhosas livrarias que temos aqui no RJ e revistas importadas que uma amiga trazia pra mim. Assim, fui agregando mais e mais informações e me tornando capaz e fazer trabalhos em grande escala.

Primeiro foram as pequenas estantes…

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Depois, os trabalhos complexos de catalogação de livros – tema que vale um outro post – paralelo ao trabalho de harmonização da estante. Tudo tinha que estar afinadíssimo! Foi um quebra cabeça. Mas foi um quebra cabeça que deu tão certo que houve repeteco. A cliente fez um obra giga no apartamento dela. A estante foi desmontada. E ela nos contratou novamente para montar do jeitinho que estava antes no novo apartamento, sem tirar nem por. Foi um trabalho sensacional de fazer.
A remontagem da estante foi punk, eu e Patty na época, sentadas no chão com netbook na mão (não, não tinha I Pad ainda aqui no Brasil), montando quadro a quadro, ou seja, nicho por nicho baseado nas fotos que tínhamos da primeira montagem. Ficou perfeito!

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Foram muitas viu? Eu ficaria fácil fácil fazendo uns três posts aqui sobre o assunto. Ao longo desses anos todos, foram muitas estantes montadas, cada uma mais complexa do que a outra, ainda que com suas variações de tamanho. Mas todas com resultados positivos e que fizeram descobrir em mim uma vocação danada de boa para decorar, trabalhar em livraria, ser livreira e por aí vai. De fome não morro! rs

Algumas me marcaram profundamente, principalmente dos últimos anos. Hoje eu monto sozinha qualquer estante e libero minha equipe para os demais trabalhos a serem feitos. Assim caminha a nossa profissão enquanto ela não se regulamenta de fato. Algumas se especializam em cursos, outras em redes sociais, outras em armários e closets, outras em mudanças…amo tudo que envolve esse universo, mas afirmo, uma das minhas maiores vocações é harmonizar estantes e organizá-las de forma lógica, e tem dado tão certo…

A estante dessa cliente, já foi montada duas vezes em duas mudanças. No início ela não quis especificamente esse serviço, falou que faria sozinha. Passou alguns dias sem sair do lugar e ela pediu socorro. De lá pra cá, toda mudança da família, a estante é nossa. Ninguém toca, nem mesmo o arquiteto badalado, segundo ela. Morri!

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Essa estante poderosa, na sala de uma cliente que foi feita recentemente, recebeu os livros de artes e demais importantes para a família, sempre alternados com objetos tão importantes quanto. A orquídea? Senti falta de uma plantinha para quebrar o cinza, pedi pra empregada da casa correr na vizinha, que é mãe dela rs, e “catar” uma orquídea pra gente. Dito e feito! O resultado foi esse aí ó:

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Enfim, tem uma estante bagunçada? Muitas inspirações pra vc aqui nesse post, né não? Se preferir, tem a gente pra fazer pra vc, lindamente e personalizada!

beijos

Menina do AO
Verônica Cavalcanti

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Um trabalho que se estendeu por um ano quase. Várias etapas seguidas e no fim, um resultado deliciosamente positivo e uma família que virou amiga, meeeeeesmo!

A indicação dessa cliente foi um presentão que ganhei de uma outra organizer, amiga querida. Ela ia viajar para fora do Brasil e provavelmente passar um tempo fora. Não teria como atendê-la. Deixou bem claro “vai lá fazer esse orçamento, se ela fechar, a cliente é sua!”
Esse orçamento foi feito quase um ano atrás e a proposta inicial era a retirada total de um arquivo pessoal inteiro, para que a casa sofresse as obras necessárias e depois retornasse padronizado para o novo espaço e uma nova estante. Lembrando que, raramente fiz isso nesses quase 20 anos de profissão. E acho sinceramente arriscado retirar um arquivo da casa de um cliente. Mas era um pedido muito especial e não havia muita alternativa. Esse trabalho começou se não me engano em maio de 2015 e só terminou no último sábado. Foram vários desdobramentos, vários trabalhos extras e muito amor envolvido! Ela é uma querida, e ficou uma grande amizade.

Ela me mandou a planta da nova estante, para que eu tivesse noção do tamanho e de como ela gostaria que ficasse distribuído todo o conteúdo nas prateleiras. Bem como, o espaçamento entre as prateleiras para que as houvesse um planejamento para o tamanho das caixas que usaríamos.

Começamos o trabalho pelo arquivo que foi recolhido. Ela exigiu que o arquivo fosse montando em fichários. Assim, criamos pastas para cada membro da família. Uma pasta profissional para ela, outra para o marido. Sem contar os demais temas: saúde, memórias, automóveis, imóveis e por aí vai!

Quando essa etapa terminou, vieram então os mapas e as memórias de viagem. Tô dizendo muuuuuuuitaaaaa memória. Eles são do tipo que guardam tudo, tudo mesmo. O e-mail da reserva, o ticket, o guardanapo e todas aquelas miudezas que se coleciona ao longo de uma viagem. Por quê isso? Não sei, não perguntei, apenas respeitei e havia espaço para guardar tudo.

Agrupamos o conteúdo em sacos plásticos e lacramos com fitas coloridas. Cada cor representava um continente: amarelo África, azul Europa, verde América, rosa Oceania, enfim, dessa forma conseguimos nos organizar e ela adorou. Utilizamos caixas de vários estilos. Ela mesma se encarregou de comprar. Então, teve caixa das Lojas Americanas e também da Papel Craft. Não gosto muito dessa mistureba não, mas como a casa não era minha…

Os mapas foram um capítulo à parte. Muitos. De todos os lugares do mundo, eles ganharam um lugar de destaque. A cliente comprou uma caixa linda prateada e eu adaptei divisórias de fichários transparentes para que servissem de indicadores dentro dela quanto aos países, já que existiam alguns repetidos. Então, ficou assim ó:

O último trabalho a ser solicitado e portanto entregue foi a desmontagem dos álbuns do filho mais velho e a montagem em álbuns novinhos em folha e tudo bonitinho, incluindo legendas. Deu um trabalhinho danado de bom, já que as fotos estavam fora de ordem, muito coladas, por anos fixadas nos álbuns, mas o resultado foi melhor do que o esperado. E ela??? Amou, claro! Cada página que ela abria, eu ouvia, “que espetáculo”! Assim, encerramos nosso post de hj, com um trabalho que durou um 2015 inteiro e finalizo em março de 2016. Ufa!

Ah, um coisinha! Quase um ano é o suficiente para se criar uma relação de amizade com o cliente, a ponto de entendermos seu gosto, sua decoração, o que curte e por aí vai. E foi trocando whatsaaps com imagens que achei a cara dela, que sugeri a colocação de umas bolinhas de bilhar que estavam largadas pela casa, como cabideiros para as bolsas das filhotas, que estavam espalhadas. Bingo! Ela executou. E quando voltei ela foi correndo me mostrar os novos cabideiros do hall dos quartos das meninas. Muitas estrelinhas no caderninho delas, não?

Super beijo
menina do AO
Verônica Cavalcanti

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Atenção Organizers do meu Brasil! A questão é ter ou não ter uma assistente pra chamar de sua? Como montar sua equipe de trabalho. Dicas de quem já viveu de tudo nesse mercado.

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Trabalhando quase 20 anos com organização profissional, vejo um mercado hj inflando, encharcado de Organizers de todos os naipes. Algumas, já são capacitadas pela vida, outras, não tem talento, mas gostam de organização e podem se dar bem, e tem aquelas que chegam ao mercado com sangue nos olhos, se apegando nele como a tábua de salvação, depois de anos afastadas do mercado formal de trabalho, e de terem desistido de uma recolocação profissional, mais do que nunca, precisam vencer. Digo: vão sobreviver as melhores! Digo isso porque pra sobreviver nesse, ou em qualquer outro mercado, vc precisa fundamentalmente se dedicar a ele. Não é somente acreditar. Uma boa dose de bom senso, feeling e chegar nas pessoas certas de primeira, é fundamental para alavancar sua carreira. Pensando nisso, e tendo passado por poucas e boas, resolvi fazer um post sobre o dilema das assistentes. Ter ou não ter uma pra vc? Ou trabalhar sozinha? Sempre tendo em mento que cumprir prazo é fundamental!

Como disse, nessas quase duas décadas de trabalho eu vi e tive de tudo em minha equipe. Vamos em cronologia?

Comecei com uma sócia em 2004. Tinha trabalhado comigo no hotel. Super organizada, tinha TOC, ainda falei com ela “bora trabalhar, não dá pra brincar de empresária”. Nossa parceria durou curtíssimos quatro meses, até que os problemas pessoais dela, que eram muitos atravessaram meu caminho e preferi não arriscar. Ela pediu pra sair, “caiu no mundo” e não tive mais notícias. Hoje dou graças a Deus!

Em 2006 dando aula no Senac, conheci a Patty. Aluna que, embora estivesse ali para aprender a organizar a casa, se destacou de uma forma ímpar. Interessada, participativa, sentava na frente, logo ficamos próximas. A amizade veio aos poucos, nascendo no dia a dia quando chamei ela pra fazer um estágio comigo, alguns meses trabalhando e vi nela um potencial enorme e mais, eu ariana, ela sagitariana, deu samba viu? Os temperamentos distintos ajudaram muito nos sete anos que trabalhamos juntas. Anos em que conseguimos sair do “roer osso” para o “saborear o filet mignon” dignamente. Isso estou falando numa época em que só havia uns três sites no Brasil que vendiam esse serviço. Como todo relacionamento teve altos e baixos, mas foi um convívio intenso e feliz, que sinto falta até hj! Infelizmente, por problemas de saúde ela teve que se afastar e eu tive que procurar novas alternativas.

A esta altura, já fazíamos algum tempo, dois clientes por dia, entre organização e consultoria em empresas e residências,hotelaria e mais, a docência no Senac “sugava” nossa agenda, e minhas prioridades eram outras. O Senac não pagava o que eu esperava, mas ali era um celeiro de boas assistentes, estagiárias e ainda, alunas para outros cursos que eu mantinha fora da instiuição. No Senac eu “puxei” várias alunas com potencial para estagiar. Muitas, se tornaram amigas mesmo e de fato. Algumas hoje são concorrentes à altura, tem suas próprias empresas e atuam no mercado de igual pra igual. Uma minoria de uma só, isso mesmo,uma só, eu não pretendo ver nunca mais. Foi o tipo de “amiga” que não me interessa.Tem uma mão de obra boa mas é uma infeliz que busca o caminho próprio copiando o modelo do outro da pior forma. Bem, está onde está, estagnada e nem nome fez ainda, Enfim, fim merecido!

Depois da saída da Patty e das estagiárias que seguiram carreira e se transformaram em empresárias e lindas concorrentes, outra se enquadraram no mercado de trabalho com o que faziam antes, resolvi dar oportunidade para quem estava próximo e precisava de ajuda. Assim chegou a irmã de uma amiga, recém separada e chegada da Holanda e minha comadre e amiga que estava desempregada e precisava de uma mão. A irmã da minha amiga, eu não tinha a menor noção de quem ela era, mas estava com um trabalho enorme no Copacabana Palace, precisava de mão de obra urgente. Deu tão certo que ela ficou uns três anos trabalhando comigo e viramos grandes amigas. Ela me socorre até hj nos trabalhos virtuais!
Minha comadre já havia trabalhado comigo e Patty em algumas circunstâncias, mais com a Patty do que comigo. Enquanto ela e Patty faziam dupla num cliente, eu atendia sozinha os demais pontuais e mensais. Comigo, seguiu carreira durante quase cinco anos. Não deu certo, embora eu tenha me esforçado muito e sei que ela também. Mas o ritmo é outro. A esta altura o mercado já estava apinhado de concorrentes de todos os naipes, eu já havia largado o Senac de lado e minha fonte de renda aquela altura e mais do que nunca, eram os nossos bons e fiéis clientes. Não podia correr o risco de perdê-los. E mais, era necessário estar em dois clientes por dia. E aí encontrei o primeiro “entrave”. Os clientes adoravam ela, o astral, o papo, mas o ritmo era outro. As soluções eram outras. Então comecei a ouvir “é vc quem virá né Verônica?” E isso foi ficando frequente. Entendi que minha relação profissional com minha comadre tinha acabado ali. Ela é e sempre será minha amiga, mas profissionalmente, não falamos a mesma língua. Os nossos clientes pagam a diária que que eu peço, mas exigem na mesma moeda. Então, velocidade e assertividade é algo que não podemos pecar. É nosso carro chefe! Minha comadre jamais teria meu ritmo de trabalho, é dela, é mais forte do que ela, não é proposital entendi isso. Não consegue ser mais rápida e falta foco, e isso acaba prejudicando muito. Trabalho sempre com metas diárias e elas muitas vezes não eram cumpridas. Melhor ela perder o emprego do que perdermos uma amizade de duas décadas. A coisa transcorreu no início difícil, mas aos poucos e como a amizade é verdadeira de fato, conseguimos superar. Continuamos amigas, muito por sinal, mas não parceiras profissionais.

Pedindo socorro aqui e ali, após tomar a decisão de que não teria mais minha comadre trabalhando comigo e a outra assistente, irmã da minha amiga, alçou voo numa empresa de carteira assinada, saí em busca de pessoas que pudessem me ajudar com indicações. E uma amiga, querida, que já trabalha no mercado tanto tempo quanto eu, me “emprestou” sua assistente. Ela ia viajar, e não queria deixar as meninas na mão, suas duas assistentes. Não pensei duas vezes. Com a agenda lotada, além dos clientes fixos, eu estava me desdobrando para atender todo mundo e ainda fazer orçamento, atender fornecedores, acompanhar os pedidos que faço, acompanhar o pós dos nossos trabalhos, mandar news letters, alimentar as mídias sociais e por aí vai, fora minha nada mole vida pessoal, foi um sufoco! Essa menina caiu do céu. Confesso que rolava um certo preconceito quanto ao fato de ter uma “diarista” como assistente. Mas era a hora de experimentar. Cansada eu estava mais ainda de pseudos sócias. De gente bacana que faz amizade demais com o cliente, troca informações demais e produz de menos. Era um tiro no escuro. Mas era pegar ou largar. Peguei!!! Até o momento tem dado muuuuuuuuuuuuito certo. Consigo trabalhar sozinha onde quero, sem ter o compromisso de levar assistente ou ter que dar satisfação. Ela me atende quando preciso e de forma que não atrapalhe a minha amiga que me emprestou ela. É mega pró ativa. Trabalha calada. Tem foco. É positiva, isso pra mim é o que há de melhor. Enfim, ela fecha comigo. Mas tem os contras. Por exemplo, não alcança um trabalho intelectual e não trabalha sozinha, preciso estar junto, eu ou outra assistente. Poderia até ser treinada, mas tem preguiça mental. Então, o que eu fiz? Entrei em contato com algumas ex-alunas sondando se alguma se interessava em me acompanhar para esse tipo de trabalho. Encontrei uma que me acompanha hj nesses trabalhos intelectuais e que exigem um gosto mais refinado, tipo montagem de árvore de natal. Dessa forma consegui alcançar o “nirvana” pra mim, tenho mãos de obra variadas e confiáveis para diferentes tipos de projetos. Mas a supervisão, o tom, a cereja do bolo sempre será minha, isso eu não tenho mais dúvidas. Atualmente, eu não faço mais armário, eu resolvo coisas, entendeu? Enquanto uma assistente faz o armário e a outra os papéis, eu vou equacionando problemas, e dando uma de “decoradora”. Faço o trabalho refinado e o pesado. Capto fornecedores, encontro soluções, sento e estudo com o cliente imagens e produtos que irão ajudar no trabalho. Faço a organização do que fica exposto: prateleiras, estantes, nichos, esses espaços que precisam de um mínimo de conhecimento e pesquisa e dessa forma tem dado muito certo. Fico menos cansada, ajudo a quem precisa e meu cliente fica muito mais feliz! Não sei se amanhã encontrarei um novo modelo de trabalho, mas esse último que criei, me atende perfeitamente e acho que encaixa com o que o cliente espera do AO.

SUGESTÕES PRA QUEM TÁ COMEÇANDO:
E como eu faço quando o trabalho é grande e preciso de mais pessoas??
Atualmente eu optei por não encher mais a casa de “figurantes” e “desconhecidos” a fim de “mostrar serviço”. Ou seja, pessoas que ficam atrás de vc perguntando o que fazer!!! Não tenho paciência pra isso e também não vou correr o risco de sujar minha carreira com pessoas que mal conheço. Atualmente, convido uma concorrente amiga com sua equipe e trabalhamos juntas. Fiz isso recentemente, deu muito certo! Agora, tem que ter certeza de que a concorrente é amiga mesmo, ok?

Por que não levar várias “diaristas” como assistentes e capacitar elas?
Meu medo é, as “diaristas” tem um realidade diferente da nossa. O que é importante para o cliente, muito provavelmente não será nada pra ela. E para ter sucesso, é preciso entrar nesse universo do cliente, ainda que ele seja o oposto do seu, como é em 90% dos casos. Eu jamais delegaria uma casa para uma equipe só pra fazer “vista” para o cliente. Já ouvi cada coisa, e já vi cada foto de chorar! Já vi gaveta de banheiro forrada com Perfex, isso mesmo, aquele paninho azul e branco de limpeza, servindo de forro de gaveta para as escovas de dentes. Choquei! A cliente ficou indignada, mas eu nada podia fazer a não ser ouvir, a cliente não era minha e não queria me envolver nesse assunto, mas fica a dica. E cliente insatisfeito leva em segundos a carreira que vc levou anos pra construir. Minha avó sempre dizia “o boi só engorda com o olho do dono”. Trouxe isso pra minha vida!

Como identificar sua equipe?
Então, vejo por aí meninas criando seu próprio modelo de uniforme. Acho o máximo! Ainda não encontrei o meu modelo. Algo inusitado e que ao mesmo tempo divulgue, seja criativo também, além de ser confortável. Por enquanto vou na velha e boa t-shirt com nosso número silkado e um armário fofo desenhado na frente. Minhas meninas usam, mas mais em mudanças, quando tem muita gente circulando pela casa. Avental? Pra mim nem pensar, embora minha sócia de SP tenha providenciado um. Eu não curto esse modelo de uniforme, como não curto o termo “personal organizer”, acredito que ambos limitam a profissão e como tenho uma clientela corporativa grande, prefiro não apostar no avental, mas penso em acessórios legais. Só falta quem o faça pra mim! Mas importante é e muito. Quem trabalha com organização tem que honrar a reputação, ou seja padronização é fundamental!

Jurei que ia ser um post pequeno, mas como não tenho poder de sintetizar coisas, virou isso aí! Mas espero ter esclarecido essa questão que tanta gente que pretende trabalhar com isso se depara.
Tamos aí viu? Que venham concorrentes capacitadas pra domar o leão nosso de cada dia, porque essa vida de Organizer, não é fácil não!

beijos e boa semana
Menina do AO

Verônica Cavalcanti

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Joy, filmaço que veio pra ensinar aos “marketeiros”, o que é ser empreendedor de fato. Recomendo!

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Pra quem foi obrigada a ficar no RJ durante o carnaval, não há muita opção, ainda mais pra quem não curte bloco, não bebe, odeia o calor que faz, enfim, está totalmente fora desse circuito. Ilhados ficamos, nós cariocas que não curtimos essa época, porque nem à praia conseguimos ir. Enfim, o jeito foi apelar para o cinema, preferencialmente fora do shopping, lá está a minha tribo. Gente vestindo roupa comum, tomando café, comendo pipoca e assistindo um filminho delicioso à revelia da algazarra de fora.
Ontem, decidi ver Joy. Tava doida pra ver esse filme desde que li a sinopse e vi o trailer. Minha temática favorita: empreendedorismo. As crianças me acompanharam, também não tinham muita opção, mas, mesmo com a temática complexa para a cabecinha deles, adoraram.

Joy é uma inventora profissional. Será que existe isso? Ainda pequena, criava fazendinhas de papel e personagens que habitavam esse universo. Cresceu no meio do caos, uma família louca. Uma mãe lunática que passava o dia vendo novelas, um ex-marido que apesar de ex morava na casa dela ainda, um pai “galinha” que também foi morar com ela e ainda não se dava com o ex-marido, uma meia irmã problemática…só restava a avó que a colocava pra cima, que verdadeiramente acreditava no potencial dela e os filhos que à revelia de tudo, cresciam e participavam ativamente dos momentos trash da família e uma melhor amiga, que meu Deus, era melhor amiga mesmo!

Joy não pretendia ser rica! E sinceramente eu acho que essa é a principal característica dos empreendedores. Eles não entram nessa pra ser os melhores, pra serem reconhecidos e reverenciados pela humanidade, não são vaidosos, egomaníacos etc e tal. Eles entram nessa porque simplesmente acreditam que suas ideias podem melhorar a vida das pessoas. Foi assim com Joy, com Jobs, e outros empreendedores por aí. Ela criou uma vassoura mágica, bastante comercializada nos EUA , um país onde a maioria das pessoas limpam suas próprias casas. Mas gente, a “lenha” que foi ela conseguir mostrar seu produto e fazer valer sua brilhante ideia de ter um esfregão que a gente torça sem colocar a mão, entre outros tantos benefícios…juro que chorei! O filme tem altos e baixos, bem verdade, mais baixos do que altos, quando vc acha que ela chegou lá, o “angu desanda”. Bem, um filme para nós empreendedores, nos auto avaliarmos. Os erros que cometemos no passado e ainda cometemos no presente, inerentes ao amadorismo e à condição de empreendedor. A importância de insistir e acreditar em suas propostas, ainda que o mundo pense o contrário. Joy é uma vitoriosa e hj vive das suas criações. A última delas, eu amo de paixão, os cabides flocados, aqueles de camurça fininhos, para não deixar a roupa escorregar. Um sucesso nos closet e armários dos meus clientes.

Numa breve analogia ao mercado de trabalho que atuo, vejo por aí muitas profissionais equivocadas, que confundem empreendedorismo com ser pop star. E não é ser pop star fruto do seu excepcional trabalho não. Engano! Antes fosse! Trilhando a popularidade com um bom empurrão e não por mérito. Nada contra. Mas num chama isso de empreendedorismo não. É muito equívoco. Vejo meninas e mais meninas sendo despejadas no mercado, impulsionadas com o discurso de retorno rápido do dinheiro investido. Muitas ligam, entram em desespero, dizendo que não podem mais esperar. Não tem marido, ou pai, ou família para impulsionar e dizer “vai lá arriscar sua carreira como personal organizer que eu banco a casa enquanto vc brinca de empresária”. Ora, sabemos bem que não é assim. Quantos clientes vc atende por ano?? Vc, que chegou ontem no mercado. E o que nos capacita de fato, são os trabalhos que fazemos, são as diversas realidades e perfis diferenciados de clientes que atendemos. Nenhum cliente vai chegar pra vc e falar “vem fazer minha casa, gostei da sua carinha”. Nananinanão! Vai ter que ralar muito pra colocar seu “bloco na rua”. Pra fazer sua imagem, sua cartela de clientes. Vai errar como Joy errou. Mas vai encontrar seu caminho sim, se empreendedor for.
Essa semana pesquisando sobre um tema que nada tem a ver com o meu trabalho, cai numa página de uma organizer que se intitula a melhor personal organizer do país. O que me incomoda mesmo é saber o quão sua ficha é suja, já refiz trabalhos e sei que ela pouco entende do que ensina. Pra Joy ter sucesso, teve que colocar a mão na massa, e sem marketing, com a roupa confortável que ela gostava de usar, ou seja, sendo ela mesma! Deu a cara a tapa, falou na TV sem ter nenhuma intimidade com ela e tropeçando muito, chegou lá! Suas invenções são reverenciadas mundo afora e beneficiam nosso trabalho como organizer, inclusive.

Joy como Jobs veio para coroar os criativos, os inventivos, aqueles que durante anos foram taxados de loucos, já dizia Jobs! Veio pra mostrar que empreender é simplesmente prestar atenção no que falta no mundo e pode ser inventado visando melhorar a vida das pessoas. Simplesmente isso! Empreender é ser arrojado. Andar à revelia do mundo muitas vezes. Acreditar no seus feeling. E com simples soluções melhorar a vida das pessoas. O sucesso, o reconhecimento, a grana, vem como consequência e coroação de uma vida nada fácil mas de uma cabeça recheada de ideias únicas, ímpares! Joy esfregou isso na cara!

Pensa nisso!
beijos da menina do AO

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A má concorrência perdeu uma cliente VIP. Um trabalho deliciosamente exaustivo de fazer. E uma pessoa maravilhosa de se conhecer. Vida que segue!

Primeiro ela recebeu e visita da concorrência. Pior, da má concorrência, daquelas que estão na “black list” do mercado. Mas ela nem sabia desse fato e não gostou, ou melhor, não se identificou com a abordagem da profissional. Graças a Deus!! Pediu indicação para uma amiga dela, que nos indicou. Na verdade, a amiga dela recebeu nossa indicação através de uma amiga que temos em comum.Essa amiga que temos em comum, indicou para a mudança dela e ainda sem experimentar nossos serviços, indicou para essa amiga. Entendeu??? Complicado de explicar por aqui. Depois disso, a cliente foi no Insta do AO e lá pesquisou imagens e numa foto que eu particularmente julgo ruim, ela se identificou. Engraçado isso. Muitas vezes posto fotos que não gosto, sem acreditar nela, mas no nosso caso, essa aí foi a que fez a diferença.

Então fomos nós fazer a avaliação como gosto de dizer, ainda em dezembro, um pouco antes do natal. Significa visitar o cliente, avaliar o espaço, entender as necessidades, verificar “in loco” tudo detalhadamente para oferecer um orçamento preciso, justo e minucioso. Assim somos nós do AO. Enfim, no mesmo dia o orçamento foi enviado. No dia seguinte aprovado. Ela ia viajar e só voltaria meados de janeiro e já queria deixar agendado. Por aí já percebemos o diferencial dessa cliente, planejada, organizada e sabe o que quer.

Dia 19/01 começou a organização e no escopo de trabalho, tínhamos pela frente: quarto do filho, quarto da filha, os dois banheiros das crianças, rouparia, closet e armários da cliente, home office, depósito um, cozinha, área de serviço, sala, armário externo com manutenção e jardinagem e por fim o depósito dois, que ficava fora da casa. UFA! Uma casa inteira para organizar e apesar de ser um casa grande, o perfil da cliente, tomaria mais tempo do que o esperado. Vou explicar. Ela é uma cliente atuante, participativa, que conhece cada cantinho da casa, organizadíssima e que estava muito incomodada com o estado da casa pós obra. A organização dela tem uma lógica, tínhamos que entrar nela, mas ainda assim, ela estava super aberta às novas mudanças. Uma fofa!

A pedido dela, começamos pelo quarto das crianças e junto com a babá, aproveitar a ausência das crianças para organizá-los dentro dos padrões dela e como os padrões dela eram equivalentes ao nosso, tudo ficou bem mais fácil.
Tudo em caixinhas e latinhas temáticas, em algumas, a estampa da lata era a própria legenda. No primeiro dia de trabalho, eu já entendi a sua lógica, depois disso, foi só seguir em frente. Os armários não estavam caóticos mas precisamos otimizar os espaços com dobras e sugerimos alguns layouts novos para que isso fosse possível. Acaba que a organização se mistura com a decoração, sinto cada vez mais que para ser uma boa organizadora, é preciso sacar um minimo de decoração, ter bom gosto, perceber o universo do cliente, para que o trabalho seja o mais satisfatório possível. E como eu sempre amei decoração, porém não mais que a organização e como eu sou uma ávida pesquisadora de imagens e uma observadora nata, eu consigo atender essa demanda tão especial. Mas não é fácil não.
E assim, o quarto e o banheiro das crianças ganharam cor, tom e um organização funcional e fácil de ser mantida!

O próximo passo era o closet dela. Na verdade, ela sozinha dominou um closet e um armário enorme, coisas de mulher, sabe? O closet é o território dela, além de roupas e objetos, abrigava também os estoques da casa e das crianças, coisas que ela gosta e deve controlar numa casa grande. Entendeu né? Para bom entendedor, pingo é letra.

Do closet para a rouparia e o home. Enquanto uma faz a rouparia, com todos seus 25 jogos de lençóis e infinitas toalhas, toalhinhas, a outra começa o home com suas minúcias, miudezas, livros, cds, papéis, papelaria, coisa de doido!E mais, tínhamos duas estantes para organizar com livros e objetos, gavetas, armários baixos que davam apoio à mesa de trabalho, era preciso mais do que organizar, era preciso harmonizar. Assim foi feito!

E o depósito um?? Aff, esse era de chorar! E mais, precisava ser feito simultaneamente com a cozinha da casa, pois alguns objetos iriam subir para esse espaço. Outros iriam descer para a cozinha. Assim, convidei uma amiga que também é organizer, ela com sua assistente fizeram a cozinha e eu com a minha assistente, fizemos o depósito um. Cansativo. Um sobe e desce danado, pesquisando soluções para todos os espaços, mas como é muito amor envolvido, todos participaram em busca de um trabalho positivo e elaborado. Da cliente aos seu staff de primeira. Foi muuuuito bom!
Atenção e um conselho. Nada de encher a casa de assistentes não treinadas e que de fato não falem a mesma língua que vc, e delegar a casa para quem ainda não está capacitado pode ser um tiro no próprio pé. Chegar num trabalho com seis, sete assistentes pra fazer vista pode custar mais caro do que o preço delas. Seu olhar é o que mais importa e mesmo estando com uma amiga páreo a páreo comigo, profissional do mesmo naipe, fui dar meu tom à organização. Como dizia uma ex-chefe minha “o boi só engorda com o olho do dono”.

O gran finalle ficou por conta da sala e da área externa que tinha um armário de manutenção e um depósito que servia de despensa de alimentos fechados e armazenagem de coisas grandes e pouco usadas, tipo árvore de natal, cadeira reserva de carro, malas de viagem, persianas que foram retiradas mas estavam em ótimo estado e por aí vai!
Foi uma lenha! A sala, tirando os cds que ela queria em ordem alfabética e temática, o resto eram livros de arte exclusivamente e objetos de decoração, com uma estante linda, laqueada de cinza chamando os objetos para cair pra dentro. Então, juntas, eu e a cliente montamos a estante ao estilo dela, trocando um livro ali, outro acolá, assim como os objetos. Deu um resultado incrivelmente lindo. Não sei se o arquiteto vai gostar, mas aí eu digo, poderia ter alguma assistente dele lá pra fazer essa parte, né não?
No depósito dois, ela se convenceu de que algumas coisas poderiam ser doadas, e tinha um móvel “soterrado” nesse espaço e quando ele apareceu, pensei imediatamente que as malas mais usadas poderiam migrar pra lá. Deu certo.

MORAL DA HISTÓRIA:
E cada vez mais eu percebo que atraio os clientes que tem o mesmo perfil que o meu. Exigentes, questionadores, participativos no trabalho, mas essa cliente, é especial de fato. Sei bem, quase sempre falo bem dos meus clientes, é porque eles de fato merecem, mas não minto. Se for pra falar mal eu prefiro não publicar para não correr risco. Internet não é lugar pra desabafar. Mas com essa cliente, rolou uma afinidade de primeira, e embora a classe sócio econômica dela seja beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem diferente da minha, a gente fala a mesma língua. Temos pensamentos parecidos, nossos filhos são prioridades, temos o controle da nossa casa, do nosso universo particular, somos guerreiras, aguerridas e acreditamos que a felicidade é pra ser usufruída de toda forma, a todo momento, começando por uma casa limpa, linda e organizada. Me ensinou que ter dinheiro é muito bom, mas, melhor ainda, é saber usá-lo da forma correta sem excessos e pra gente, não por exibicionismo. Adorei.

beijos da menina do AO e maravilhosa semana pré-carnaval!
Verônica

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“Verônica

Prazer, sou Verônica Cavalcanti, criadora do Ateliê Ordenar. Nasci organizada, disciplinada, obstinada. E, ainda, sob o signo de Áries e ascendente em Escorpião!
Como me disse uma vez um numerólogo: vim para a guerra. 😉

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