Mudança 2 – Um casal, com filhos gêmeos casal, ai como amo! Uma mudança que exigiu sabedoria e uma boa logística para não ter desperdício de tempo. Done!

Em 2013 ou 2014 organizamos a empresa desse cliente. Na verdade um lugar lindinho aqui pertinho da minha casa. Sabe aqueles lugares que vc passa na porta e não dá nada? Eu mesma já havia passado várias vezes na porta e não imaginava o que havia lá dentro. Parecia um portal minha gente. Estilo Nárnia, sabe? Um escritório de designer com uma mesa com ombrelone no meio, uma área de lazer infiltrada no meio de várias salas. Sensacional! Foi um trabalho que eu jamais esqueci e que me permitiu realizar meu sonho em matéria de organização de livros: organizá-los por cor da lombada. Saudades desse projeto viu? Foi especial.

Então, alguns bons anos depois, a mulher desse cliente me liga pedindo um orçamento. Mais que isso, pedindo pra reservar a data pois estava se mudando e o preço pouco interessava, ela queria era a tal data. Metade do caminho andado, mas ainda assim, eu precisava fazer essa avaliação in loco pra entender como seria essa mudança, que estrutura eu ia precisar levar, o que eu precisaria providenciar, etc etc etc… a rotina habitué de sempre.

Abrindo um parênteses, fico bege com quem dá orçamento por whatsaap sem sequer ver o espaço. Pior do que dar orçamento é dar consultoria via whatsaap e prometer equacionar todos os problemas do cliente sem colocar a mão na massa. Como conseguem?

Voltando…fui lá conversar, entender, entrevistar, perceber, observar, tudo o que gosto de fazer numa avaliação quando tem um projeto assim. Digo isso, sobre orçar pelo wahtsaap porque se fosse no caso dessa mudança, a profissional, se é que isso é profissional, ia se dar muito mal. A mudança era de um AP linear grandinho para uma casa de quatro andares. Vai vendo. Me deu um estalo quinze dias antes desse trabalho começar. Isso e tô falando de um estalo no meio da madrugada. Sim, porque eu fico na adrenalina até dormindo, aff, isso não é normal! Sugeri à cliente que comprasse o gerenciamento da mudança. Eu não sugeri, eu praticamente intimei ela a comprar. Faria um preço especial, mas se ela não comprasse esse serviço, estaríamos ferradas, por que sabe o que iria acontecer? O pessoal da mudança ia entrar, encaixotar o velho apartamento linear e desovar tudo sem nenhum critério na sala da casa nova, que no caso, era no primeiro andar. E os demais andares? Quem iria levar?? Quem? Quem? Adivinha? Sim, ia sobrar pra minha equipe subir e descer caixa numa casa de quatro andares. Então, o marido nem argumentou e ela nem pensou duas vezes, entenderam o motivo e bateram o martelo. Assim, fiquei mais segura e tranquila e com um bom plano de logística traçado na cabeça.

A PRÉ-MUDANÇA aconteceu da melhor forma possível. Uma empresa de mudança pequena, desconhecida e que nem era lá essas coisas, vacilou no primeiro dia, enviando somente dois ajudantes, mas compensou no segundo com quatro e um quinto no caminhão. Em algumas poucas horas e com toda orientação possível, uma assistente do AO, o dia inteiro na cola da equipe de mudança marcando todas as caixas com os números 4, 3, 2 e 1, ou seja, os quatro andares da casa, deram conta de mais da metade do apartamento. Desta forma eu não correria o risco de nenhuma caixa parar em andar errado e ter um deslocamento desnecessário.

Foi perfeito! Um dia e meio embalando e na metade do segundo dia o caminhão já saiu com tudo! Corri na frente e como era para o mesmo bairro, quando ele chegou, lá estava eu esperando com bandinha de fanfarra na porta, brincadeirinha. Sabe que para estar na minha equipe e comigo não pode ter preguiça nem corpo mole, muito menos a galera da mudança. O caminhão apontou às 14h30. Às 17h eu já havia esvaziado todo ele e a sala estava montada com os móveis, porque a cliente é das minhas e saiu rasgando as embalagens, desembalando sofás e cadeiras e às 17h já tinha até arranjo lindo na mesa de jantar.

A estratégia do PÓS MUDANÇA consistiu em manter dois rapazes transportanto as caixas direto do caminhão até o último degrau para o segundo andar. Lá tinha um rapaz esperando, bem como no último degrau do terceiro. Assim ninguém ficou quebrado ao final do dia e ainda, todos juntos auxiliaram no içamento do sofá do home office. A prova de que, quem tem equipe comprometida, tudo acontece perfeito, a bola é redondinha.

No dia seguinte foi dia de começar a montar o apartamento. Era um sábado e a cliente ainda tinha um festa junina dos filhotes na escola. Ou seja, contaríamos pouco com ela para personalizar a organização. Com uma equipe de três, nos dividimos pelos andares. Eu na cozinha com a empregada da cliente me dando dicas do que era mais utilizado ou não, e mais uma assistente me ajudando a abrir as caixas, e uma outra assistente no quarto dos gêmeos no terceiro andar, montando armários e cômodas o mais rápido e urgente possível. O quarto de empregada, ainda ficou com uma baguncinha, pois dependíamos de recursos como caixas e outros demais que tivemos a ideia durante o processo. Como eu não ia perder esse tempo providenciando as compras para a cliente no meio de um processo de organização, optei por subir para o segundo andar onde havia muito por fazer. Simmmmm, subi para a brinquedoteca, um quarto inteiriiiiiinho, de uns 25 metros quadrados com estante de cabo a rabo vaziiiiiinha! Uma marcenaria obviamente para livros, mas que nas nossas mãos, ganhou uma nova função, abrigar todos os brinquedos e potencial criativo desses gêmeos. Ai como amo! Como isso é uma tarefa para a super Verônica, lá fui eu ficar enfiada nesse espaço sozinha num sábado de chuva inteiro. Mas o que sempre faço e isso me adianta horrores, eu coloco uma assistente só pra ir nos espaços antes de mim, abrindo caixas, para facilitar a minha vida e acelerar o processo. Então, quando cheguei nesse espaço, já estava tudo no chão, todos os brinquedos e conteúdo. Perfeito!

No segundo dia da organização pós mudança, ou seja, o domingo, a cliente que havia acordado cedo, já havia mexido na organização da cozinha e feito algumas alterações. Super normal sabendo que ela estava ausente quando esse trabalho foi feito, e pra mim, quando o cliente não está junto, fazer as alterações corre por conta e risco dele, se for do desejo. Não dá pra fazer e refazer a todo momento e ao longo de todo esse processo de mudança, mas se o cliente estiver em casa e for direcionando, ótimo, isso não me incomoda e mais assertiva seremos.
Enquanto a família relaxava na sala, no primeiro andar. No terceiro, rolava a finalização do armário das crianças e o banheiro deles. E uma outra assistente, já ia abrindo as caixas do quarto do casal, simultaneamente. No segundo andar eu continuava minha missão brinquedoteca, sozinha, selecionando brinquedos, encaixando pecinhas nas caixas, nos jogos ou outro lugar pertinente. Mudança tem que ser em toque de caixa, senão é muito tempo que se perde fazendo e refazendo, porque a casa tem vida própria e não pára enquanto organizamos, a não ser que o cliente viaje e entregue a chave em nossas mão, aí sim!

No terceiro dia, só contamos com duas na equipe porque eu estava em outro cliente finalizando a cozinha que na época em que a mudança foi feita, ainda não tinha sido instalada. Mas minhas meninas deram conta lindamente do banheiro da suíte e finalização do coset, cômodas e mesinhas de cabeceira.

Mas como sempre fica uma pendência, raras são as mudanças que eu afirmo categoricamente que finalizamos tudo, portanto, o quarto andar acontecerá alguma hora já que em pleno movimento de mudança, ele teve uma infiltração e a pintura teve que ser refeita. Também, atendendo a um pedido nosso junto com a indicação do profissional, vai nascer uma marcenaria sob medida para os muitos livros da família. Muitos mesmo, não dava pra ficar pensando num paliativo, e ter que rebolar na hora de organizar. Sugeri uma marcenaria linda como eles merecem e curtem. Eles compraram a ideia. Bingo! Então, vou ficar devendo fotinha desse espaço, mas prometo que assim que ele ficar pronto, publico, até porque quem cuida do setor livros, sou eu né?

Até a próxima amorecos, porque a terceira mudança a ser postada, será cansativa, aquela feita em um dia com ralação de 12 horas de trabalho e finalização perfeita para um casal que ia casar na semana seguinte. História linda. Depois conto.

Beijos e bom finde
Verônica Cavalcanti

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Uma mudança pequetita, pequetitinha mesmo! Um apezinho de 30 metros quadrados e uma mudança de 40 caixas.Download concluído com sucesso!

Já vou logo avisando que tô ausente mas o blog num tá morto não, hein? Vem aí uma sequência de postagens de três mudanças, três perfis de clientes diferentes, uma pequena, uma média, uma grande. Oxe! Projetos deliciosos, audaciosos e que exigiram muito de mim e da minha equipe.

Vamos começar pela minimalista?

Como sempre uma indicação da mãe de uma amiga querida. Ela veio com toda pompa e circunstância. Uma mudança de SP para o RJ, MI-NúS-CU-LA! Sim, foram 40 caixas somente, mas caixas estas que só chegaram às 14h quando eu só tinha projetado uma diária extendida. Enfim, riscos é o que mais corro na vida. Mas sempre vale à pena!

Vamos falar da cliente? Fofa, querida, divorciada, filhos adultos, já tem até nentinhas gêmeas (super me identifiquei), independente, guerreira e de um bom gosto que meu Deus do céu!!! Veio de uma casa enorme para um AP de no máximo 30 metros quadrados. E vou falar, foi um tiro no escuro. Essa mudança poderia ser enorme e eu ia me dar muito mal nessa história, porque ela nos contratou por telefone e whatsaap. Tudo foi tratado via celular, e olhe lá. Tive que confiar cegamente no que ela me dizia e em todas as informações que me foram sendo passadas. No volume, no tamanho das coisas que chegariam etc etc etc. Um tiro no escuro mesmo! Mas com o passar do tempo, pois esse tráfico de informações durou mais de um mês, fui entendendo que ela era um pessoa muito transparente e que eu podia confiar em tudo o que ela me dizia. E bingo! Não é que deu certo?

Voltando…mudança que chegou às 14h, num caminhãozinho baú e num prédio misto, ou seja sobe e desce danado de elevador. Mas que em menos de uma hora estava tudo lá em cima, “socado”dentro desse apezinho. Agora vc imagina um apartamento de quaaaase 30 metros quadrados com todas essas caixas lá dentro? Uma loucura!!! E a equipe, éramos somente eu e uma assistente, ponto, nem cabia mais gente lá! Mas conseguimos fazer e acontecer, tivemos a cama como apoio, pois era o único lugar que tínhamos vazio e plano. Lá colocamos todas as roupas, roupas de cama, cabides e acessórios e no chão os sapatos. E de fato ela trouxe uma quantidade espartana, que coube sob medida nos espaços tão milimetricamente e lindamente projetados por ela. Aliás, eu não falei sobre a lindeza que era o apartamento, num prédio muito feio, ruim, num local próximo a um túnel barulhento, mas gentcheeeeem, que coisa mais rica! Ela levantou uma parede para dividir os ambientes, cinza esquimó, ai como amo os cinzas! Banheiro e cozinha com revestimento lindo e branquinho, branquinho! Roupas de cama, almofadas, decoração impecáveis, tudo, tudo lindo, não tô mentindo, espia aí…

Então, uma mudança que começou às 15h, porque até esvaziar o caminhão foi isso né? E finalizamos lindamente às 18h30, com todas as roupas dentro do armário e gavetas. Cama baú organizada. Banheiro com suas gavetinhas impecáveis. Ficou pra trás somente a cozinha, porque o armário ainda não tinha chegado ainda, na época, mas o download já foi concluído com sucesso.
Acho que me encantei tanto com a decoração, que a organização passou a ser secundária, mas teve fotinhas também. Bem poucas na verdade, mas olha que delícia?

A próxima mudança? Vem aí em breve no blog. A mediana complicadinha. Conto maiores detalhes na próxima postagem ok?

Beijos da menina do AO
Verônica Cavalcanti

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Uma mudança sonhada e planejada para a Europa e uma vida e um apartamento que ficou pra trás. Missão: desmontar, classificar, encaixotar e despachar via container concluída com sucesso!

Mais uma família que se manda para a Europa e deixa o Brasil pra trás! Pra nossa infelicidade, mas para felicidade deles. Não sei bem a história, mas até onde sei, tudo foi devidamente planejado, estudado, sonhado até que concretizado. O pedido de socorro veio através de uma grande amiga que temos em comum. Ela ficou responsável pelo esvaziamento e possível venda do apartamento. Então, nos acionou para fazer isso, usando critérios pré-estabelecidos pela cliente. Muitas coisas seriam doadas. Outras, doações específicas. Livros, roupas e memórias seriam classificados e seguiriam para um depósito.

O apartamento estava ainda com muitas coisas. Do tipo, armário de banheiro com todas os produtos dentro. Pela cobertura duplex, brinquedos espalhados por todos os espaços. A cozinha ficou pra trás, montada. Nos quartos, somente as roupas de verão ficaram, poucas bem verdade, para o potencial dos espaços, imagino eu. Mas no home office, Jesuiiiiiiss, ele ficou inteiro pra trás. Pastas com documentos, memórias, material de papelaria e livros, muuuuitos livros. Bem, para a cliente apresentamos duas propostas. Uma com a triagem de todo o conteúdo e obviamente, embalagem dos mesmos, e uma segunda proposta com tudo isso e mais a catalogação dos livros, que para eles era de suma importância. Obviamente, com valores diferenciados. Ela comprou a proposta dois, que incluía a catalogação dos livros.

O trabalho começou com força total e uma equipe de três pessoas. A primeira nós nos coordenamos numa força tarefa para esvaziar todo o apartamento. Fizemos uma triagem em tudo o que era significativo e que seguiria para o depósito, o resto, muitas coisas foram doadas para um casal com filhas gêmeas cuja casa havia pegado fogo na ocasião e perderam tudo. O que sobrou, seguiu para várias pessoas e instituições diferentes. Sei que, com as doações conseguimos montar uma cozinha inteira para o casal cuja casa incendiou. E uma boa cozinha, com tudo o que era necessário, inclusive eletrodomésticos. Essa pra mim é a melhor das sensações! Adoro quando o cliente delega a doação. Me dá carta branca. É tanta gente pra ajudar, e nesse caso, especificamente, veio à calhar uma situação desastrosa de uma família que eu nem conhecia mas vi pelas redes sociais e o marido da minha amiga, que coincidentemente os conhecia. Felicidade define, viu?

Para este trabalho, projetamos oito dias, lembrando que estava incluso a organização e catalogação de mais de mil livros. Que na verdade, eu achava que seria uns seiscentos, mas quando a gente colocou a mão na massa mesmo, descobrimos o que??? Adivinha??? Que existiam livros, atrás de livros. Sim, eu dei esse mole na hora de orçar. Na verdade, eu sempre pergunto ao cliente quando faço esse tipo de orçamento, mas como nesse caso, especificamente o orçamento foi feito com outra pessoa que não o próprio cliente. Esqueci. Completamente. Poderia ter perguntado pelo whatsaap, mas… A sorte, ou por competência mesmo, conseguimos cumprir prazo. Apertado, mas conseguimos. Gastamos quatro dias para desmontar todo esse duplex, bem grandinho por sinal. Encaixotamos tudo, de doação às coisas que iriam seguir para o depósito. Foram 50 caixas e mais de 20 sacos de 200 litros de lixo com coisas dentro. Tudo devidamente classificado e separado e mais, tudo inventariado. Mesmo não estando lá, ela sabia exatamente o conteúdo de cada caixa, caso quisesse buscar algo urgente ou importante. Então, no terceiro dia de trabalho, quando eu já havia direcionado tudo e as meninas seguiam sozinhas, eu aproveitei para começar o trabalho dos livros, sozinha, porque esse é um trabalho que pertence ao meu universo. Ainda não encontrei ninguém para seguir meu legado nessa arte, por enquanto. Bem, esse trabalho de catalogação levou quase cinco dias, porque primeiro obviamente tivemos que descer todos os livros e ir separando um a um de acordo com a classificação, e foi aí que descobrimos que atrás deles, tinham outros mais, muito mais. E quando acabou essa primeira parte, mais fácil e dinâmica por sinal, o lap top entrou em ação. E dentro do prazo certinho nasceu uma mudança encaixotada e uma biblioteca catalogada. Foi corrido viu, mas deu muito certo.

E assim finalizamos mais uma história de amor com a organização e com o objetivo sempre, sempre alcançado. Porque se não for assim, eu não entro na guerra. Na próxima postagem, mais uma historinha linda de uma mudança oposta, micra, pequenérrima, e de um AP charmosíssimo de 25 metros quadrados, onde nada poderia ficar fora do lugar. E não ficou! Em breve, muito em breve!

Boa semana e sorte minha gente!

beijos
Verônica Cavalcanti

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Um apartamento giga. Uma família vinda da Europa para morar no Brasil. Uma história nada convencional. E duas mudanças para colocar num apartamento. Curtimos, viu?

Nos dividindo entre projetos novos e um mundo de fotografias para organizar e digitalizar…os filhos…a rotina deles…a casa…a crise. Enfim, tudo junto e misturado faz um diferença enorme nos dias de hj! Então, esse post é sobre um trabalho que aconteceu alguns meses atrás. Mas que foi tão interessante, tão interessante, e tem tantas informações para agregar, que acho, que ainda que tenha perdido o timer, vale à pena contar.

Um história interessante e não me canso de admirar, as novas famílias, multiculturais, aquelas que quebram padrões. Sou fã disso! E essa família é assim. Uma mulher, altíssima executiva, européia, que veio ao Brasil para assumir a presidência de uma multinacional de cosméticos. Casada com um carioca, daquelexxxxxxxxxxxxxxxxx, que amam bixcoito Globo e toma Matte Leão, porque todos nós cariocas amamos isso, obviamente. Uma casal de filhos pequenos, ela com uns 5 anos, e ele com 8 anos. Um a cara do pai, a outra, européia como a mãe. O máximo!

O pedido de socorro veio pela arquiteta. Nossa velha parceira de sempre. Essa família vinha da Europa, uma mudança que já tinha chegado e estava no guarda móvel pois veio de container. E eles, abrigados num apartamento pequeno em Ipanema, com uma outra mudança por fazer. A missão era juntar duas casas num senhor apartamento triplex no mesmo bairro. Um vista mar de tirar o fôlego. Três andares com muitos armários para preencher e uma família onde o homem toma a dianteira da casa, da rotina dos filhos, da escola, dos estudos, do mercado e afins e a mulher, trabalha fora e mundo afora como doida! Sensacional! Palmas para essa família desprendida de rótulos.

Entramos com a missão de montar primeiramente toda a primeira mudança. Não lembro mais quantas caixas, mas muitos brinquedos, louças, roupas e um enxoval de inverno que ela não abria mão, até porque viaja o mundo todo a trabalho e usa muito elas. A equipe do AO foi composta de 5 pessoas nos dias de pico, vcs já sabem né? Aqueles primeiros dias em que chegam as caixas ou que é preciso alavancar a casa. Neste caso, era a segunda opção, precisávamos alavancar a casa antes que as crianças entrassem e começassem a rotina escolar. Era um pedido do casal. E alavancamos. Uma equipe fazendo a cozinha, porque quando tem criança na jogada, esse espaço é prioridade. Outra no quarto das crianças começando a triagem em brinquedos e começando a montagem do armário de roupas.

Os dias seguintes foram de muita correria. A equipe se dividiu em, continuar o quarto das crianças enquanto a outra, já dava início ao closet do casal, que na verdade, era somente dela. Muuuuuita roupa, muita mesmo! De se esperar de uma mulher com o perfil e cargo dela! A roupa do marido, foi banida para o quarto vizinho, do filho e uma pequena parte mais social, para um armário em frente ao quarto do casal. Aqueles armários de corredor, que na verdade funciona mais como roupeiro, mas esse tinha uma arara, logo…
Depois de finalizado o quarto das crianças, o closet do casal, a cozinha, a área de serviço, o louceiro…chegou a vez dos livros, memórias, arquivos, banheiros, roupeiros e um armário no corredor com todos os cosméticos que vc possa imaginar. Muita, mas muita coisa mesmo! Esse é o mercado de trabalho, o expertise dela, era de se esperar E detalhe, ela tinha umas caixas da Muji, papelaria que sou louca de paixão, e que foram mega eficazes na organização. Foi uma mão na roda!

A etapa seguinte, foram nos andares de cima. Um quarto de inverno, ou seja, um espaço que abrigou todas as roupas de inverno da família. Os trench coats, cashmeres, casacos, lãs e acessórios, todos sem exceção foram para esse espaço. E vou falar? Ficou um espetáculo! Quando ela for viajar, é só ela ir nesse espaço e definir o que quer levar. Muito mais fácil. Também nesse andar, ficou um pequeno home office para as crianças. Um espaço para fazer os trabalhos escolares, tudo isso olhando o mar, ai, ai! A marcenaria, super generosa desse espaço, nos auxiliou e muito para guardar canetinhas, lápis, borrachas, cadernos e afins de todo esse universo.
Ah, nesse espaço ainda tinha uma cozinha gourmet deliciosa. Todos os acessórios escolhidos para ela pelo casal, foram acomodados e com muita folga.

Tá pensando que acabou???? Nananinanão!! Esqueceu que ainda tinha a mudança do apartamento pequeno de Ipanema para chegar?? Chegou. Então, eu não esperava tanta coisa. Tive que estender o contrato em mais dois dias e o cliente super entendeu. Aí começou tudo de novo…cozinha, área de serviço, armário das crianças, closet do casal etc…etc…etc…ajustar todo o volume recebido aos espaços já organizados e definidos e fazer as mudanças pertinentes. Um trabalho que nunca se esgota, amém!

O gran finale ficou por conta da sala, que de organização mesmo, só teve a roupa de mesa e uma cheirosa coleção de velas e essências, ajustadas para uma cômoda e um buffet laqueado poderoso. A decoração? Bem, eles contrataram uma senhora e querida arquiteta pra isso. Espetáculo, define!

Foram 7 dias para concluir tudo isso. Um apartamento de 400 metros quadrados, com muitos recursos e armários para abrigar tudo.Uma família especialísisma e que fez o que eu mais amo, nos deixou trabalhar livremente, nos deixou criar, nos deu o livre arbítrio. Resultado? Fotos lindas pra vcs curtirem e mais uma família feliz!

Beijos e até a próxima

Verônica Cavalcanti
Menina do AO

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Uma casa que transbordava amor, e bagunça também. Foi uma delícia fazer esse trabalho ainda que em feriados em fins de semana. Pra pessoas como essa família, negar é impossível!

Mãe e filha que moram em um apartamento de mais de 300 metros quadrados numa área nobre no RJ. Uma vida confortável sim, uma família com muitas histórias lindas de vida, história de empreendedorismo do avô (já amei né?), uma infinidade de roupas divididas em três quartos e mais um armário no corredor e cinco dias de intenso trabalho. Esse é o briefing desse trabalho que finalizou ontem.

Foram dias intensos. Muito trabalho, muita roupa, muito descarte mas muito bate papo, gargalhadas e comida boa. Os mimos que os clientes aprontam pra gente.

Todo esse trabalho foi ministrado no feriado de Tiradentes, sexta, sábado e domingo e mais o final de semana passado. Sempre fim de semana pois essa foi uma exigência das clientes que queriam estar juntas para participar do processo de descarte e ambas trabalham e muito durante a semana. Elas doaram muuuuuuitas coisas, sinceramente, eu perdi a conta. Acho que por baixo, uns 10 sacos de 200 litros de roupas e tecidos foram doados. Ainda assim, ficou muita coisa. Muita roupa distribuída em um closet e armários de vários espaços.Foram praticamente dois dias só descartando, o que não se queria mais. Nos demais dias, muita dobra e armários vazios, para limpeza e até colocação de remédio para cupim. Não, a gente não faz isso! Mas para elas, especificamente fizemos, porque eu estava com uma assistente que saca tudo do assunto e é uma exímia dona de casa, e ela mesma se prontificou a fazer. Só por isso e pra retribuir toda a delicadeza que nos foi dedicada durante o tempo que tivemos lá, do tipo, perguntar o que gostávamos de comer e ir pra cozinha junto com a empregada preparar deliciosos pratos. Sinceramente , isso não tem preço! Retribuir era o minimo. Sem contar que a harmonia e a sintonia entre as duas transbordava pra nós que éramos chamadas de “menininhas” o tempo todo! E a filha, carinhosamente chamada de “filhinha” com uma voz tão doce…ai, ai, confesso que bateu uma saudade da minha mãe antes da doença, mas enfim…

A segunda etapa, que veio no final de semana passado, já com cabides novos, escolhidos pela cliente diante das opções que oferecemos, foi a hora de montar os armários. Aff!!! Dois dias!! Dois dias inteiros em muito sobe e desce de escada para montar esses espaços. Muito cansativo, mas no meio, aliás, mais pro fim da tarde rolava sempre um almoço delicioso e a gente nem podia pensar em dizer não. A primeira vez que negamos um, uma bandeja recheada veio em nossa direção. E a hora do almoço, era a melhor! Hora de colocar o papo em dia, de rir, e de comer até cair porque mammys só ficava feliz se a gente comesse, rolou até uma cervejinha e vinho pra quem quisesse. E ainda tinha a sobremesa deliciosa. Dias incríveis vivemos nessa casa.Afeto que transbordava!

Penso que o descarte ocorreu de forma natural. Elas definiram tudo, fomos só conduzindo a história, mostrando as peças e fazendo mínimas observações quando era pertinente. Nada de perturbar a cabeça do cliente e pressionar para que doe mais e mais. Foi fluindo naturalmente e lindamente e o resultado foi impecável. E com as doações, teve lugar pra tudo confortavelmente, que é o mais importante, além de sobrar espaço e ter portas de armário vazias. Isso mesmo, vazias!

MORAL DA HISTÓRIA:
Nesse trabalho, tirei a maior das conclusões desses anos de trabalho. Na verdade o trabalho de Organizer é muito maior do que dobrar e pendurar roupas, aliás, dobrar bem dobradas. A dobra pra mim passou a ser secundária e quando eu comecei em residências oficialmente em 2004, ela era absoluta. Eu perdia horas e horas, dobrava e redobrava até ficar perfeita. Isso sem gabaritos ok? Hoje percebo que o valor que é dado ao meu trabalho está intimamente ligado ao prazer que eu proporciono ao meu cliente. Ao espaço novo, otimizado, com uma lógica que funcione para eles. Seja pendurando roupa de malha, de linha ou dobrando calça jeans, nós realizamos o desejo alheio sempre orientando para o melhor, mas com total consciência de que o nosso desejo pode não ser o mesmo do cliente. E se tem que ser bom, tem que ser bom principalmente pra quem mora na casa. Nada de imposições e induções. Nosso sucesso está no respeito aos sinais e a tudo o que ouvimos e observamos do nosso cliente e nas soluções espaciais com uma lógica personalizada que oferecemos e que podem ser perpetuadas por ele, sozinho, lindamente. Mas ainda assim te digo, existe a dependência emocional, ainda que ele siga sozinho, ele contrata o nosso serviço pela eficiência impressa quando o trabalho é feito em equipe, AO & cliente e pelo elo que se criou. E isso permite além da reincidência, um grau alto de indicações, e esse são os clientes que de fato vc irá fechar sem pestanejar, sem barganhar seu preço e mais, serão aqueles cliente que pagarão qq preço para ter vc na casa deles porque sabem o quanto vc vale. Ter uma caixa de e-mails cheia de pedidos de orçamentos pode ser tanta coisa, menos clientes em potencial. Isso, o boca a boca garante! Pense nisso!

Até a próxima…em breve, muito em breve!

Beijos e boa semana
Verônica Cavalcanti

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Zeca A Ordem, o livro que pra mim é um divisor de águas, como foi Zeca em minha vida, lá em 2004! Leia!!!

Então, a vida continua corrida. Nada muda. A rotina dos filhos incessante, pais com saúde frágil, trabalhos enormes e complicados e um corpo cansado. Incluir leitura nesse meio tempo pra mim é muito complicado. Começo a ler duas páginas e já tombo. Assim, durante anos eu desisti de ler qualquer livro e fui acumulando ao lado da minha cama uma pilha de 7 livros que variam de ficção a empreendedorismo, meu tema preferido. Aí eu soube que Zeca havia lançado seu livro. Bem, pra quem não sabe Zeca foi a pioneira nesse trabalho eu acredito que no Brasil, não somente no RJ. Por muito tempo eu acompanhei minimamente a trajetória dela. Em 2004 quando me aventurei de corpo e alma nesse universo residencial, não tínhamos o fácil acesso a internet. Meu computador era um Pentium e a internet discada, alguém lembra disso? Mas o mais difícil era: ela não se expunha. Não era fácil conseguir o contato dela. E também não sei se teria coragem de entrar em contato com ela, como tantas pessoas entram comigo. Sinceramente, ela era um mito pra mim. Inatingível! Até hj não a vejo circulando em rodas, eventos, não se mistura, não sei porque motivo e também não julgo, mas a admiro de montão!
Então, comecei a ler o livro no carnaval. Isso mesmo! Em um pedaço das minhas mini férias eu meti a cara deitadinha na rede em Angra. Dei uma boa alavancada. Foi-se o tempo em que eu conseguia ler um livro em um dia. Mas eu, ainda quem em férias, fraciono meu dia para descansar de fato, não pensar em nada. Em ir pra praia. Em dormir. Em ler.

A outra parte do livro, eu terminei de ler agora na Semana Santa, num resort onde eu finalmente tirei mais 4 dias das mini férias. Aliás, foi um investimento isso. Descobri que resort é tudo o que preciso. As crianças já tem autonomia para fazerem muitas coisas sozinhas, se viram nas refeições, e rodam o resort inteiro enquanto eu calmamente e deitada na espreguiçadeira lia meu livro. E sem falsa modéstia, me vi em Zeca. Entendi que o livro não é um produto de marketing. Me agregou pouca técnica, porque tenho a vivência e profundo conhecimento do meu mercado, ainda assim tirei umas cinco boas dicas que vou levar pra vida! Mas sem dúvida, os comentários, as histórias, a escrita é genuína. É de alguém que esteve, está, respira e vive o mercado e não apenas estuda sobre ele. Que não faz apologia ao desapego porque nem todo cliente quer e deseja isso. Trabalha demandas específicas e como eu sempre digo, trabalha a pessoa e não o espaço. Esse é o diferencial dela. Esse é o meu diferencial, ainda aprendiz mas chegarei lá sem perder minha essência, sem corromper meus valores. É isso! Conselho: leia!

beijos e boa semana
Verônica Cavalcanti

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Uma grande família. Uma mudança mega com prazo curto. Uma viagem colada no nosso prazo de entrega do projeto. Sim, a gincana do AO aconteceu e foi um sucesso!

Continuo me esforçando num grau máximo para estar sempre com as mídias atualizadas, mas o blog, ah o blog, ele me exige muito mais. Olhando à frente da minha mesa de trabalho, tenho minhas pranchetas lindinhas e coloridas, cada uma com sua função. Colada numa delas está um Post It com uma listagem de posts a serem publicados por ordem de acontecimento. Mas quem falou???? Quem falou que consigo????? Gente, leio todos os dias esse papel, mas são muitas coisas por fazer. Em andamento no meu espaço de trabalho atualmente, tenho 2200 fotografias sendo digitalizadas e organizadas em álbuns físicos também. Em paralelo, um trabalho de montagem de dois álbuns, num total de 1000 fotos, já na fase de confecção das legendas e entrou mais uma empreitada mega de mais de 10 mil fotos para digitalizar. Aliás, esse último projeto desafiador, é de uma cliente cuja história vou contar agorinha!

Nós temos uma grande amiga em comum.
Ela ia se mudar, três dias depois do nosso primeiro contato.
Uma família numerosa.
Uma executiva sem tempo para respirar. Um marido aposentado que é um mimo e tem as rédeas da casa.Um casal incrível!
Prazo apertado, tipo, “pra ontem”.
Uma viagem marcada no melhor estilo Esqueceram de Mim. Toda família junta, coladinho com o fim da organização.
E queriam a casa prontinha antes da viagem. Foi a condição para nossa contratação.

Então, essa nossa amiga ao ouvir sobre a mudança, só falou assim pra ela “Vc precisa das meninas do AO, hein?”. Ela não pensou duas vezes! Ligou pra mim num domingo à noite, tipo 22h45. Eram férias ainda. Mas dá pra entender o tamanho do desespero! Um casal com três filhos, uma adolescente e um jovem rapaz dela, a caçulinha do casal e mais a mãe dela com muitas limitações de saúde. Seis pessoas!! Seis pessoas indo para um apartamento bom, muito bom, de 4 quartos. Tudo seria tranquilo se não tivessem tantas coisas por guardar e um prazo curto pra cumprir. A mudança saiu numa quinta e na sexta estávamos lá, firme e forte e lá ficamos até a terça, quando já não restava muito por fazer. Na quarta eles viajaram em família com tudo organizado, conforme prometido.

Bem , não foi fácil não! Começamos na sexta pelo quarto das meninas, avó e netinha de 6 anos que agora iriam dividir o mesmo espaço. Acho que era a pior parte. Muita coisa. Muita mesmo. Tanto da menina em uma fase onde tem muitos brinquedos como de uma avó que desmontou uma casa, enxugou bastante e o que sobrou, foi pra dentro desse quarto. Isso porque ainda contamos com um senhor planejamento de marcenaria. Uma arquiteta que otimizou todos os espaços possíveis. Ufa! Num foi mole não. Muita boneca, muita pelúcia, muito tecido, máquina de costura e coisas, e coisas, e coisas…
A sexta-feira foi inteira só dedicada à separação das roupas que estavam todas misturadas e aos brinquedos e objetos. Muitos ainda estavam em caixas na sala pois não havia mais espaço no quarto. As camas estavam tomadas!

Aí chegou o sábado e domingo, e fomos com uma “força tarefa” de 5 pessoas no total. Duas com a tarefa de dar continuidade ao quarto das meninas. Outras duas no quarto do casal, que incluía um closet e um home office. Um closet onde o marido tinha mais roupa do que ela e ainda assim, em nome do amor, e que amor, fez várias concessões para ela.Um mimo!
Eu, sozinha, fui para o quarto da filha adolescente e assumi esse espaço. Era o que dava menos trabalho. Ali, eu não precisaria de assistente. Ainda nesse interim, fizemos o quarto do jovem rapaz. Um armário com poucas roupas mas um quarto lotado de mangás, revistas em quadrinhos e muitas miniaturas de personagens desse mundo nerd, que pra nossa felicidade o dono não deixou a gente tocar. É uma responsabilidade além! Ele preferiu fazer sozinho.

Depois do fim de semana pauleira que tivemos, o pior já havia sido concluído. Tirando as horinhas que levei para organizar o armário da adolescente, o resto eu gastei no quarto das meninas, buscando soluções para o que parecia impossível. Mas valeu à pena! Coube tudo! Inacreditável, mas coube. Longe de ficar harmônico, mas tava tudo lá, eles queriam assim, ficou e eles amaram! Esse papo tão atual de descarte e desapego só vale mesmo para quem de fato se propõem a isso. Longe de mim ficar instigando isso no cliente ainda mais quando vc percebe zero abertura para esse assunto acontecer. Vale respeitar e ponto final.

Segunda e terça foi dia de fazer os trabalhos mais leves e principalmente os acertos finais. A equipe reduziu de 5 para 3 pessoas pois tínhamos outros clientes agendados para o mesmo dia e aí, temos que rebolar pra dar conta de tudo e todos! Então, foi a vez de fazer acabamentos no closet do casal, como troca de cabides e encaixar algumas coisas que não tinham rumo ainda, roupeiros que eram setorizados pelos quartos e um pequeno no corredor e ainda, fazer a cozinha e a área, que apesar de estarem com tudo fora das caixas já, precisava que tudo entrasse nos armários dentro de uma ordem que atendesse a rotina da família. Foi um desafio, até que rápido, mas foi.


E assim concluímos toda uma casa com aproximadamente 300 caixas em um curto espaço de tempo porque houve a fórmula mágica que pra mim, nada mais é do que a combinação de uma equipe capacitada e em larga escala nos dias de pico, no caso dessa família, o fim de semana quando os clientes estavam em casa para tirar dúvidas e agregar + clientes comprometidos e ágeis em tudo o que era solicitado + amor em tudo o que fazemos. Só pode dar em coisa boa sempre!

Mais um cliente feliz e fidelizada porque no fim do trabalho as fotos que ela sonhava em ver digitalizadas, já vieram para o home office do AO. E voltando ao início desse post, são as 10 mil que estão em caixas da Fink para serem digitalizadas. Orçamento já foi emitido e aprovado, já já vai virar post aqui. Aguardem!

Beijos e boa semana
Menina do AO

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Uma catalogação de livros que durou metade de um ano, mas resultou num trabalho lindo de se ver. A cliente? Atriz, intelectual, querida e feliz porque agora conhece de fato todo seu acervo.

Se tem um trabalho que literalmente dá trabalho e que cada vez mais eu amo fazer e que tá ganhando terreno é a organização e a catalogação de livros. Bem verdade que é um trabalho na essência maior da palavra.

Pois bem, em abril de 2016, eu fui fazer o orçamento dela, atriz maravilhosa, fez papéis memoráveis, da vanguarda, bem sucedida, casa linda, de um bom gosto impecável. Sabe o que é bom em todos os aspectos. Intelectual, inteligentíssima, temperamento forte e adora organização. Tem origem alemã e como tal, valoriza esse tipo de trabalho. E vou te falar? Eu amo trabalhar para esse público e me dou por satisfeita com o público global que atendo. Avessos à exposição, às selfies, aos videozinhos, tal qual eu, e cada um no seu quadrado, sem mais. Gostam e valorizam um trabalho refinado. Não querem trabalhos gratuitos em troca de fotos no Instagram, e vamos combinar? Eu também não aceitaria essa oferta. Ahhh esses meus globais, falam a minha língua, graças a Deus!

Ela buscava um trabalho diferenciado. A realidade era um arquivo confuso, aliás, um montoado de papéis, contas, documentos importantes em várias malas com pasta suspensa dentro. Outros tantos espalhados pela casa em um armário na área externa. Pensa que acabou por aí? Duas estantes megas, abarrotadas de livros de todos os temas que vcs possam imaginar. No currículo, um trabalho antigo feito por uma outra Organizer alguns anos atrás e que com o tempo, perdeu o formato. Comecei do zero. Digo comecei porque foi um trabalho inteiro feito por mim, somente, solo total. Em casas de clientes com esse perfil, prefiro não levar assistentes. Ali, eu tive uma grande aliada nesse processo que foi a secretária da cliente, que por sinal, virou uma grande amiga. Uma querida.

Um trabalho estimado para durar 17 dias, mas que foi concluído em 27 no total, desses quase sete meses do início da execução até a entrega total do trabalho. Errei feio! Rs Mas vou me justificar aqui hein? Algumas coisas a gente só conhece durante a execução do trabalho, o perfil do cliente é uma dessa coisas. E isso, faz uma diferença enorme no andamento. Ela é sensacional, porém voraz. Faz tudo ao mesmo tempo – coisa de mulher que é profissional, mãe, irmã, amiga, dona de casa, tudo muito – e tem agenda lotada! Sim, já era de se esperar. O que eu não contava é que a minha agenda também estivesse lotada além da conta, com um trabalho em paralelo, gigante feito para o Hotel Nacional, que vai ser contado aqui mais adiante, e os demais clientes mensalistas de praxe e ainda, os novos projetos que chegam mensalmente. Por isso esse trabalho atrasou tanto. Fora um imenso número de espetáculos teatrais que ela estava encenado Brasil afora.

Bem, fui levando o trabalho da melhor forma possível, ora sozinha, ora com ela. E assim eu tive que montar uma estratégia para que o trabalho fluisse direitinho e não embolasse com nossas agendas. Fui trabalhando de acordo com as demandas possíveis no momento. Então, começou assim o trabalho direcionado aos livros, e que começou logo após a finalização do arquivo:

1-Levei praticamente três dias com ela desmontando as estante, nicho por nicho e classificando os livros, com temas bem particulares tipo: Teatro Grego, Textos de Teatro, “Fodões” (sim, ela decidiu esse tema), Mulheres, Livros Queridos, Livros Inesquecíveis entre tantas outras denominações tão singulares que só ela poderia criar.

2- Depois de tudo classificado, foi a hora de voltar com os livros para a estante de acordo com as demandas dela. Os preferidos e mais consultados embaixo. Os menos, subiram. Na estante da sala, aliei os mais queridos, com os que fazem a função de decorar. E como a estante é composta de 48 nichos, foi muito mais fácil montá-la;

3 – Depois de tudo categorizado e de volta às estantes, começou a catalogação de cada exemplar. Optei por métodos um pouquinho diferentes em função do layout de cada uma, mas o resultado é o mesmo. A estante de madeira da sala, eu achei durante a organização do arquivo. Achei ela desenhadinha. Pedi ajuda aos universitários, e eles mexeram na imagem pra mim e inseriram os números que eu na minha cabecinha estimei;

4 – Finalizada a catalogação, foi feita uma revisão e alguns testes pra ver se tava funcionando de fato. Esse teste foi fundamental, pois como o trabalho, apesar de só ter efetivamente gasto 27 dias, levou seis meses para ser concluído. Houve grandes intervalos entre uma ida minha e outra. Nesses intervalos, ela consultou alguns livros, emprestou outros, a faxineira limpou as prateleiras e facilmente alguma coisa poderia ter perdido a configuração;

5 – Bem, o final vc já sabe. Com tanta confusão que foi esse período, onde um computador morreu, entrou outro que também morreu, aí ressuscitou o primeiro, e depois o segundo, e o arquivo ficava rolando de Mac para Windows e vice versa, salvaram-se todos os notes e o arquivo com a catalogação também. Foi só correr pra imprimir e com a ajuda dos meus universitários, criar uma capinha fofa com nossos devidos créditos. Ganhou o título de “Na Estante de…”. Criação daquela que cuida da minha página como ninguém e que também, não troco por ninguém!

O resultado, foi esse aí ó:

Capinha linda e catalogação prontinha, devidamente entregue!

Beijos e até a próxima postagem, cheinha de histórias boas a e curiosas pra contar.

Verônica Cavalcanti

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2016 não poderia terminar de forma fácil! Foi cansativo, suado, uma peleja, mas se despediu com essa empreitada de organização de fotografias que virou um presentão de natal, com todos os altos e baixos, previstos e imprevistos. Tchau ano deliciosamente difícil!

2016 foi um ano de altos e baixos! Começou mal, muito mal. Terminou bem, muito bem. Um ano pra refletir muitas coisas e quebrar paradigmas para o mundo, acredito eu. Um ano de grandes desafios profissionais. De projetos megalômanos que eu jurava que não daria conta. E de projetos diferenciados. De serviços que eu vendia de uma forma durante aaaaanos e que em 2016, passei a vender de outra. Vou contar…

No fim de 2016, ela me ligou e me pediu um orçamento para organizar aproximadamente 20 mil fotografias. Sim, esse montante todo! Só que ela queria que fosse feito de uma forma diferente. Bem, normalmente, meus projetos de fotografia consistem em recolher as fotos, estudá-las, apresentar um projeto consistente para o cliente e depois encarar a empreitada. Seja em cronologia, seja em temas, enfim, com algumas das muitas possibilidades que tenho disponível para meu cliente. Ela não queria assim. No auto da sua “matura idade” e com uma historia linda de vida pessoal e profissional, ela já tem um outro olhar da vida e pode se dar ao luxo de sintetizar todo esse conteúdo em dois “míseros” álbuns de 500 fotos cada um. Um de presente para o filho. Outro de presente para filha, ambos no natal do ano passado.

COMO ACONTECEU?
Foram cinco dias intensos. Intensos de trabalho, de emoção à flor da pele. De momentos de euforia e de grande tristeza. Assim acontece esse trabalho quando ele é feito desta forma, ao vivo e à cores. E euzinha, que estava acostumada a fazer esse trabalho no meu ritmo, sozinha, uma vez por semana, paulatinamente, tive que mergulhar nesse universo intenso. E não foi fácil meeeesmooo!
Ainda não nos conhecíamos quando o trabalho começou mas viramos amigas e confidentes ao final do quinto dia. As fotos contam histórias, quem já foi minha aluna sabe bem disso. Através delas eu desnudo a vida do cliente. E o bate papo que acontece nesse ínterim, enriquece o trabalho e ajuda e muito a colocar os eventos no seu devido lugar, trocando em miúdos, em cronologia.

Nos dois primeiros dias, nós pincelamos todos os álbuns e fotos avulsas. Tudo mesmo!! Era muito rápido. Ela sentada do meu lado e eu interrogando velozmente sobre as fotos. Bem verdade que ela tinha tudo delineado na cabecinha dela, o que facilitou o andar da carruagem. Fiquei preocupada com o tamanho do filtro que ela fez. Achei “exagerado”. Bem, olhando isso do ponto de visto de uma mãe, por exemplo. Vc resumir um álbum de nascimento de filho em apenas 4 fotos? Eu achei uma loucura! Porém, durante o andamento do trabalho entendi que era um resumo da vida da família, não somente dos filhos, mas de tudo o que compreendia aquele universo: os antepassados, um casamento com muito amor da cliente, uma mega empresa de sucesso, patrimônios e casas construídas por grandes arquitetos, viagens, casamentos desfeitos dos filhos até os atuais, até a chegada dos netos, tudo contando com muitas fotos, um rico acervo.

O tempo todo trabalhávamos com metas, com o número 500 que era a exata quantidade que cabia em cada álbum. Enquanto ela escolhia as fotos eu ia direcionando para que filho ela se enquadraria de acordo com as histórias que eu ouvia dela. Com as afinidades de um neto com a avó. De uma filha com um pai e demais informações. E assim fomos costurando uma história de amor que transbordava pelo álbum.

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UM PARÊNTESES
A cliente e o marido são prósperos empresários da década de 70 e 80. Donos da grife mais famosa da época e que permeava meus sonhos de adolescente, com mochilas, acessórios, calças e roupas lindas. Ahhh eu me realizei quando soube da historia deles e de todo o empreendedorismo que fez com que, de uma amizade de faculdade nascesse um grande projeto e não somente uma grife, mas um império de duas décadas, quase três, com conceito e preocupação com o mundo quando ninguém, ninguém mesmo pensava nisso. Tendência total! Juntando isso, temos o fato deles serem um casal afinado, que se amam intensamente no auto dos seus mais de 40 anos de casado. Isso as fotos contam, bastava olhar pra entender isso, sem contar o carinho, o tratamento que é dado de um para o outro.
Como amo trabalhar em casa assim, com esse clima de amor e harmonia no ar, o trabalho flui melhor, muuuito melhor.

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GRAN FINALE
Então, depois de separadas, em cronologia que começava com o nascimento dos avós e terminava três gerações depois, foi a vez de montar os álbuns. Isso enquanto ela separava as fotos dos netos que variam de poucos meses a 13 anos, pois essa geração já é digital e dependeria exclusivamente dela. Eu estaria a frente montando os álbuns com o que eu já dispunha. Entremeei fotos com memórias, com cartinhas, com cartões, com dedicatórias lindas e um história de uma família, várias gerações e muito amor!Ah, tinha até uma dedicatória linda do poetinha mais amado do Brasil, Vinícius de Morais, uma preciosidade com aquela assinatura que só quem viveu a Bossa Nova é incapaz de esquecer.
A montagem dos álbuns levou um tempinho e enquanto eles passavam férias no frio, eu aqui no calorzão corria feito uma doida pra dar conta dessa empreitada, no meio da agenda apertada de fim de ano dos demais clientes. Foi puxado viu?

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O IMPREVISTO
Quando eu comecei a produção das legendas, que não eram muitas eu pirei! Eram muitas dúvidas e ela estava viajando, eu não queria ficar perturbando com isso. Tive que produzir por minha conta, mas não imprimi até que ela me desse o aval. Tive que esperar ela chegar e aí pedi duas horinhas de um dia para que pudéssemos olhar os álbuns já montados e definir que legendas ela gostaria. Que nomes ela trataria as pessoas. Como era um presente para os filhos, o avô dela seria o bisavô dos filhos, mas certamente não teria tanta relevância para as crianças novas dessa família, que sequer reconheceriam. Que denominação dar então? O nome inteiro? O papel que cumpria naquela família para uma determinada geração? O apelido? Como os filhos dela conheciam? Eram tantas possibilidades…só ela poderia decidir. Foi quando ela deu uma pane! Ela viu os álbuns pela primeira vez. Fiquei assustada, primeiro com a euforia, depois com a tristeza que tomou conta quando comparou os dois álbuns, os dois volumes. Juro que murchei! Fiquei preocupada porque ela achou que um álbum estava muito melhor do que o outro. Sinceramente não achei, as fotos estavam compatíveis com o que cada filho viveu intensamente, tirando os antepassados. Mas ela se descompensou, ensaiou um choro, e eu a entendi, pensando como mãe, que existe uma coisa que nos persegue chamada CULPA. Ainda que não tenhamos nenhuma, a carregamos sempre, até na hora de preparar uma surpresa especial como a que ela planejou durante muito tempo que era a confecção e entrega dos álbuns. Saí de lá desolada! Juro! Mas logo depois fui trabalhar e pra variar me desliguei do mundo.
Confeccionei as legendas pretas com letras brancas, marca registrada do AO e que fica lindo em álbuns com folhas pretas. Cortei cuidadosamente. Colei no álbum. Embrulhei em papel de seda de cores diferentes e em sacola de papel craft e no dia 24/12 de manhã fui lá entregar esse precioso presente. Fui recebida com um abraço caloroso de agradecimento, e um pedido de desculpas por ter ficado triste e com a seguinte frase “Vc foi a pessoa certa e perfeita pra fazer esse trabalho. Não escolheria outra pessoa.Obrigada.” Se despediu com dois beijinhos e um afago no coração e me deu a certeza de que minha missão estava cumprida, independente do resultado.

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Bem, esse post que tem mais vai e volta do que saga do Star Wars, termina aqui, e ainda que hj seja dia 10/01, desejo a todos aqueles que me acompanham e que tem a paciência tibetana de ler cada historinha aqui contada um 2017 próspero, com saúde, alegrias, paz e muito amor, como esse que transborda na história dessa linda família.

Beijo em todos

Verônica Cavalcanti
menina do AO

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“Verônica

Prazer, sou Verônica Cavalcanti, criadora do Ateliê Ordenar. Nasci organizada, disciplinada, obstinada. E, ainda, sob o signo de Áries e ascendente em Escorpião!
Como me disse uma vez um numerólogo: vim para a guerra. 😉

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