Uma casa que transbordava amor, e bagunça também. Foi uma delícia fazer esse trabalho ainda que em feriados em fins de semana. Pra pessoas como essa família, negar é impossível!

Mãe e filha que moram em um apartamento de mais de 300 metros quadrados numa área nobre no RJ. Uma vida confortável sim, uma família com muitas histórias lindas de vida, história de empreendedorismo do avô (já amei né?), uma infinidade de roupas divididas em três quartos e mais um armário no corredor e cinco dias de intenso trabalho. Esse é o briefing desse trabalho que finalizou ontem.

Foram dias intensos. Muito trabalho, muita roupa, muito descarte mas muito bate papo, gargalhadas e comida boa. Os mimos que os clientes aprontam pra gente.

Todo esse trabalho foi ministrado no feriado de Tiradentes, sexta, sábado e domingo e mais o final de semana passado. Sempre fim de semana pois essa foi uma exigência das clientes que queriam estar juntas para participar do processo de descarte e ambas trabalham e muito durante a semana. Elas doaram muuuuuuitas coisas, sinceramente, eu perdi a conta. Acho que por baixo, uns 10 sacos de 200 litros de roupas e tecidos foram doados. Ainda assim, ficou muita coisa. Muita roupa distribuída em um closet e armários de vários espaços.Foram praticamente dois dias só descartando, o que não se queria mais. Nos demais dias, muita dobra e armários vazios, para limpeza e até colocação de remédio para cupim. Não, a gente não faz isso! Mas para elas, especificamente fizemos, porque eu estava com uma assistente que saca tudo do assunto e é uma exímia dona de casa, e ela mesma se prontificou a fazer. Só por isso e pra retribuir toda a delicadeza que nos foi dedicada durante o tempo que tivemos lá, do tipo, perguntar o que gostávamos de comer e ir pra cozinha junto com a empregada preparar deliciosos pratos. Sinceramente , isso não tem preço! Retribuir era o minimo. Sem contar que a harmonia e a sintonia entre as duas transbordava pra nós que éramos chamadas de “menininhas” o tempo todo! E a filha, carinhosamente chamada de “filhinha” com uma voz tão doce…ai, ai, confesso que bateu uma saudade da minha mãe antes da doença, mas enfim…

A segunda etapa, que veio no final de semana passado, já com cabides novos, escolhidos pela cliente diante das opções que oferecemos, foi a hora de montar os armários. Aff!!! Dois dias!! Dois dias inteiros em muito sobe e desce de escada para montar esses espaços. Muito cansativo, mas no meio, aliás, mais pro fim da tarde rolava sempre um almoço delicioso e a gente nem podia pensar em dizer não. A primeira vez que negamos um, uma bandeja recheada veio em nossa direção. E a hora do almoço, era a melhor! Hora de colocar o papo em dia, de rir, e de comer até cair porque mammys só ficava feliz se a gente comesse, rolou até uma cervejinha e vinho pra quem quisesse. E ainda tinha a sobremesa deliciosa. Dias incríveis vivemos nessa casa.Afeto que transbordava!

Penso que o descarte ocorreu de forma natural. Elas definiram tudo, fomos só conduzindo a história, mostrando as peças e fazendo mínimas observações quando era pertinente. Nada de perturbar a cabeça do cliente e pressionar para que doe mais e mais. Foi fluindo naturalmente e lindamente e o resultado foi impecável. E com as doações, teve lugar pra tudo confortavelmente, que é o mais importante, além de sobrar espaço e ter portas de armário vazias. Isso mesmo, vazias!

MORAL DA HISTÓRIA:
Nesse trabalho, tirei a maior das conclusões desses anos de trabalho. Na verdade o trabalho de Organizer é muito maior do que dobrar e pendurar roupas, aliás, dobrar bem dobradas. A dobra pra mim passou a ser secundária e quando eu comecei em residências oficialmente em 2004, ela era absoluta. Eu perdia horas e horas, dobrava e redobrava até ficar perfeita. Isso sem gabaritos ok? Hoje percebo que o valor que é dado ao meu trabalho está intimamente ligado ao prazer que eu proporciono ao meu cliente. Ao espaço novo, otimizado, com uma lógica que funcione para eles. Seja pendurando roupa de malha, de linha ou dobrando calça jeans, nós realizamos o desejo alheio sempre orientando para o melhor, mas com total consciência de que o nosso desejo pode não ser o mesmo do cliente. E se tem que ser bom, tem que ser bom principalmente pra quem mora na casa. Nada de imposições e induções. Nosso sucesso está no respeito aos sinais e a tudo o que ouvimos e observamos do nosso cliente e nas soluções espaciais com uma lógica personalizada que oferecemos e que podem ser perpetuadas por ele, sozinho, lindamente. Mas ainda assim te digo, existe a dependência emocional, ainda que ele siga sozinho, ele contrata o nosso serviço pela eficiência impressa quando o trabalho é feito em equipe, AO & cliente e pelo elo que se criou. E isso permite além da reincidência, um grau alto de indicações, e esse são os clientes que de fato vc irá fechar sem pestanejar, sem barganhar seu preço e mais, serão aqueles cliente que pagarão qq preço para ter vc na casa deles porque sabem o quanto vc vale. Ter uma caixa de e-mails cheia de pedidos de orçamentos pode ser tanta coisa, menos clientes em potencial. Isso, o boca a boca garante! Pense nisso!

Até a próxima…em breve, muito em breve!

Beijos e boa semana
Verônica Cavalcanti

Zeca A Ordem, o livro que pra mim é um divisor de águas, como foi Zeca em minha vida, lá em 2004! Leia!!!

Então, a vida continua corrida. Nada muda. A rotina dos filhos incessante, pais com saúde frágil, trabalhos enormes e complicados e um corpo cansado. Incluir leitura nesse meio tempo pra mim é muito complicado. Começo a ler duas páginas e já tombo. Assim, durante anos eu desisti de ler qualquer livro e fui acumulando ao lado da minha cama uma pilha de 7 livros que variam de ficção a empreendedorismo, meu tema preferido. Aí eu soube que Zeca havia lançado seu livro. Bem, pra quem não sabe Zeca foi a pioneira nesse trabalho eu acredito que no Brasil, não somente no RJ. Por muito tempo eu acompanhei minimamente a trajetória dela. Em 2004 quando me aventurei de corpo e alma nesse universo residencial, não tínhamos o fácil acesso a internet. Meu computador era um Pentium e a internet discada, alguém lembra disso? Mas o mais difícil era: ela não se expunha. Não era fácil conseguir o contato dela. E também não sei se teria coragem de entrar em contato com ela, como tantas pessoas entram comigo. Sinceramente, ela era um mito pra mim. Inatingível! Até hj não a vejo circulando em rodas, eventos, não se mistura, não sei porque motivo e também não julgo, mas a admiro de montão!
Então, comecei a ler o livro no carnaval. Isso mesmo! Em um pedaço das minhas mini férias eu meti a cara deitadinha na rede em Angra. Dei uma boa alavancada. Foi-se o tempo em que eu conseguia ler um livro em um dia. Mas eu, ainda quem em férias, fraciono meu dia para descansar de fato, não pensar em nada. Em ir pra praia. Em dormir. Em ler.

A outra parte do livro, eu terminei de ler agora na Semana Santa, num resort onde eu finalmente tirei mais 4 dias das mini férias. Aliás, foi um investimento isso. Descobri que resort é tudo o que preciso. As crianças já tem autonomia para fazerem muitas coisas sozinhas, se viram nas refeições, e rodam o resort inteiro enquanto eu calmamente e deitada na espreguiçadeira lia meu livro. E sem falsa modéstia, me vi em Zeca. Entendi que o livro não é um produto de marketing. Me agregou pouca técnica, porque tenho a vivência e profundo conhecimento do meu mercado, ainda assim tirei umas cinco boas dicas que vou levar pra vida! Mas sem dúvida, os comentários, as histórias, a escrita é genuína. É de alguém que esteve, está, respira e vive o mercado e não apenas estuda sobre ele. Que não faz apologia ao desapego porque nem todo cliente quer e deseja isso. Trabalha demandas específicas e como eu sempre digo, trabalha a pessoa e não o espaço. Esse é o diferencial dela. Esse é o meu diferencial, ainda aprendiz mas chegarei lá sem perder minha essência, sem corromper meus valores. É isso! Conselho: leia!

beijos e boa semana
Verônica Cavalcanti

Uma grande família. Uma mudança mega com prazo curto. Uma viagem colada no nosso prazo de entrega do projeto. Sim, a gincana do AO aconteceu e foi um sucesso!

Continuo me esforçando num grau máximo para estar sempre com as mídias atualizadas, mas o blog, ah o blog, ele me exige muito mais. Olhando à frente da minha mesa de trabalho, tenho minhas pranchetas lindinhas e coloridas, cada uma com sua função. Colada numa delas está um Post It com uma listagem de posts a serem publicados por ordem de acontecimento. Mas quem falou???? Quem falou que consigo????? Gente, leio todos os dias esse papel, mas são muitas coisas por fazer. Em andamento no meu espaço de trabalho atualmente, tenho 2200 fotografias sendo digitalizadas e organizadas em álbuns físicos também. Em paralelo, um trabalho de montagem de dois álbuns, num total de 1000 fotos, já na fase de confecção das legendas e entrou mais uma empreitada mega de mais de 10 mil fotos para digitalizar. Aliás, esse último projeto desafiador, é de uma cliente cuja história vou contar agorinha!

Nós temos uma grande amiga em comum.
Ela ia se mudar, três dias depois do nosso primeiro contato.
Uma família numerosa.
Uma executiva sem tempo para respirar. Um marido aposentado que é um mimo e tem as rédeas da casa.Um casal incrível!
Prazo apertado, tipo, “pra ontem”.
Uma viagem marcada no melhor estilo Esqueceram de Mim. Toda família junta, coladinho com o fim da organização.
E queriam a casa prontinha antes da viagem. Foi a condição para nossa contratação.

Então, essa nossa amiga ao ouvir sobre a mudança, só falou assim pra ela “Vc precisa das meninas do AO, hein?”. Ela não pensou duas vezes! Ligou pra mim num domingo à noite, tipo 22h45. Eram férias ainda. Mas dá pra entender o tamanho do desespero! Um casal com três filhos, uma adolescente e um jovem rapaz dela, a caçulinha do casal e mais a mãe dela com muitas limitações de saúde. Seis pessoas!! Seis pessoas indo para um apartamento bom, muito bom, de 4 quartos. Tudo seria tranquilo se não tivessem tantas coisas por guardar e um prazo curto pra cumprir. A mudança saiu numa quinta e na sexta estávamos lá, firme e forte e lá ficamos até a terça, quando já não restava muito por fazer. Na quarta eles viajaram em família com tudo organizado, conforme prometido.

Bem , não foi fácil não! Começamos na sexta pelo quarto das meninas, avó e netinha de 6 anos que agora iriam dividir o mesmo espaço. Acho que era a pior parte. Muita coisa. Muita mesmo. Tanto da menina em uma fase onde tem muitos brinquedos como de uma avó que desmontou uma casa, enxugou bastante e o que sobrou, foi pra dentro desse quarto. Isso porque ainda contamos com um senhor planejamento de marcenaria. Uma arquiteta que otimizou todos os espaços possíveis. Ufa! Num foi mole não. Muita boneca, muita pelúcia, muito tecido, máquina de costura e coisas, e coisas, e coisas…
A sexta-feira foi inteira só dedicada à separação das roupas que estavam todas misturadas e aos brinquedos e objetos. Muitos ainda estavam em caixas na sala pois não havia mais espaço no quarto. As camas estavam tomadas!

Aí chegou o sábado e domingo, e fomos com uma “força tarefa” de 5 pessoas no total. Duas com a tarefa de dar continuidade ao quarto das meninas. Outras duas no quarto do casal, que incluía um closet e um home office. Um closet onde o marido tinha mais roupa do que ela e ainda assim, em nome do amor, e que amor, fez várias concessões para ela.Um mimo!
Eu, sozinha, fui para o quarto da filha adolescente e assumi esse espaço. Era o que dava menos trabalho. Ali, eu não precisaria de assistente. Ainda nesse interim, fizemos o quarto do jovem rapaz. Um armário com poucas roupas mas um quarto lotado de mangás, revistas em quadrinhos e muitas miniaturas de personagens desse mundo nerd, que pra nossa felicidade o dono não deixou a gente tocar. É uma responsabilidade além! Ele preferiu fazer sozinho.

Depois do fim de semana pauleira que tivemos, o pior já havia sido concluído. Tirando as horinhas que levei para organizar o armário da adolescente, o resto eu gastei no quarto das meninas, buscando soluções para o que parecia impossível. Mas valeu à pena! Coube tudo! Inacreditável, mas coube. Longe de ficar harmônico, mas tava tudo lá, eles queriam assim, ficou e eles amaram! Esse papo tão atual de descarte e desapego só vale mesmo para quem de fato se propõem a isso. Longe de mim ficar instigando isso no cliente ainda mais quando vc percebe zero abertura para esse assunto acontecer. Vale respeitar e ponto final.

Segunda e terça foi dia de fazer os trabalhos mais leves e principalmente os acertos finais. A equipe reduziu de 5 para 3 pessoas pois tínhamos outros clientes agendados para o mesmo dia e aí, temos que rebolar pra dar conta de tudo e todos! Então, foi a vez de fazer acabamentos no closet do casal, como troca de cabides e encaixar algumas coisas que não tinham rumo ainda, roupeiros que eram setorizados pelos quartos e um pequeno no corredor e ainda, fazer a cozinha e a área, que apesar de estarem com tudo fora das caixas já, precisava que tudo entrasse nos armários dentro de uma ordem que atendesse a rotina da família. Foi um desafio, até que rápido, mas foi.


E assim concluímos toda uma casa com aproximadamente 300 caixas em um curto espaço de tempo porque houve a fórmula mágica que pra mim, nada mais é do que a combinação de uma equipe capacitada e em larga escala nos dias de pico, no caso dessa família, o fim de semana quando os clientes estavam em casa para tirar dúvidas e agregar + clientes comprometidos e ágeis em tudo o que era solicitado + amor em tudo o que fazemos. Só pode dar em coisa boa sempre!

Mais um cliente feliz e fidelizada porque no fim do trabalho as fotos que ela sonhava em ver digitalizadas, já vieram para o home office do AO. E voltando ao início desse post, são as 10 mil que estão em caixas da Fink para serem digitalizadas. Orçamento já foi emitido e aprovado, já já vai virar post aqui. Aguardem!

Beijos e boa semana
Menina do AO

Uma catalogação de livros que durou metade de um ano, mas resultou num trabalho lindo de se ver. A cliente? Atriz, intelectual, querida e feliz porque agora conhece de fato todo seu acervo.

Se tem um trabalho que literalmente dá trabalho e que cada vez mais eu amo fazer e que tá ganhando terreno é a organização e a catalogação de livros. Bem verdade que é um trabalho na essência maior da palavra.

Pois bem, em abril de 2016, eu fui fazer o orçamento dela, atriz maravilhosa, fez papéis memoráveis, da vanguarda, bem sucedida, casa linda, de um bom gosto impecável. Sabe o que é bom em todos os aspectos. Intelectual, inteligentíssima, temperamento forte e adora organização. Tem origem alemã e como tal, valoriza esse tipo de trabalho. E vou te falar? Eu amo trabalhar para esse público e me dou por satisfeita com o público global que atendo. Avessos à exposição, às selfies, aos videozinhos, tal qual eu, e cada um no seu quadrado, sem mais. Gostam e valorizam um trabalho refinado. Não querem trabalhos gratuitos em troca de fotos no Instagram, e vamos combinar? Eu também não aceitaria essa oferta. Ahhh esses meus globais, falam a minha língua, graças a Deus!

Ela buscava um trabalho diferenciado. A realidade era um arquivo confuso, aliás, um montoado de papéis, contas, documentos importantes em várias malas com pasta suspensa dentro. Outros tantos espalhados pela casa em um armário na área externa. Pensa que acabou por aí? Duas estantes megas, abarrotadas de livros de todos os temas que vcs possam imaginar. No currículo, um trabalho antigo feito por uma outra Organizer alguns anos atrás e que com o tempo, perdeu o formato. Comecei do zero. Digo comecei porque foi um trabalho inteiro feito por mim, somente, solo total. Em casas de clientes com esse perfil, prefiro não levar assistentes. Ali, eu tive uma grande aliada nesse processo que foi a secretária da cliente, que por sinal, virou uma grande amiga. Uma querida.

Um trabalho estimado para durar 17 dias, mas que foi concluído em 27 no total, desses quase sete meses do início da execução até a entrega total do trabalho. Errei feio! Rs Mas vou me justificar aqui hein? Algumas coisas a gente só conhece durante a execução do trabalho, o perfil do cliente é uma dessa coisas. E isso, faz uma diferença enorme no andamento. Ela é sensacional, porém voraz. Faz tudo ao mesmo tempo – coisa de mulher que é profissional, mãe, irmã, amiga, dona de casa, tudo muito – e tem agenda lotada! Sim, já era de se esperar. O que eu não contava é que a minha agenda também estivesse lotada além da conta, com um trabalho em paralelo, gigante feito para o Hotel Nacional, que vai ser contado aqui mais adiante, e os demais clientes mensalistas de praxe e ainda, os novos projetos que chegam mensalmente. Por isso esse trabalho atrasou tanto. Fora um imenso número de espetáculos teatrais que ela estava encenado Brasil afora.

Bem, fui levando o trabalho da melhor forma possível, ora sozinha, ora com ela. E assim eu tive que montar uma estratégia para que o trabalho fluisse direitinho e não embolasse com nossas agendas. Fui trabalhando de acordo com as demandas possíveis no momento. Então, começou assim o trabalho direcionado aos livros, e que começou logo após a finalização do arquivo:

1-Levei praticamente três dias com ela desmontando as estante, nicho por nicho e classificando os livros, com temas bem particulares tipo: Teatro Grego, Textos de Teatro, “Fodões” (sim, ela decidiu esse tema), Mulheres, Livros Queridos, Livros Inesquecíveis entre tantas outras denominações tão singulares que só ela poderia criar.

2- Depois de tudo classificado, foi a hora de voltar com os livros para a estante de acordo com as demandas dela. Os preferidos e mais consultados embaixo. Os menos, subiram. Na estante da sala, aliei os mais queridos, com os que fazem a função de decorar. E como a estante é composta de 48 nichos, foi muito mais fácil montá-la;

3 – Depois de tudo categorizado e de volta às estantes, começou a catalogação de cada exemplar. Optei por métodos um pouquinho diferentes em função do layout de cada uma, mas o resultado é o mesmo. A estante de madeira da sala, eu achei durante a organização do arquivo. Achei ela desenhadinha. Pedi ajuda aos universitários, e eles mexeram na imagem pra mim e inseriram os números que eu na minha cabecinha estimei;

4 – Finalizada a catalogação, foi feita uma revisão e alguns testes pra ver se tava funcionando de fato. Esse teste foi fundamental, pois como o trabalho, apesar de só ter efetivamente gasto 27 dias, levou seis meses para ser concluído. Houve grandes intervalos entre uma ida minha e outra. Nesses intervalos, ela consultou alguns livros, emprestou outros, a faxineira limpou as prateleiras e facilmente alguma coisa poderia ter perdido a configuração;

5 – Bem, o final vc já sabe. Com tanta confusão que foi esse período, onde um computador morreu, entrou outro que também morreu, aí ressuscitou o primeiro, e depois o segundo, e o arquivo ficava rolando de Mac para Windows e vice versa, salvaram-se todos os notes e o arquivo com a catalogação também. Foi só correr pra imprimir e com a ajuda dos meus universitários, criar uma capinha fofa com nossos devidos créditos. Ganhou o título de “Na Estante de…”. Criação daquela que cuida da minha página como ninguém e que também, não troco por ninguém!

O resultado, foi esse aí ó:

Capinha linda e catalogação prontinha, devidamente entregue!

Beijos e até a próxima postagem, cheinha de histórias boas a e curiosas pra contar.

Verônica Cavalcanti

2016 não poderia terminar de forma fácil! Foi cansativo, suado, uma peleja, mas se despediu com essa empreitada de organização de fotografias que virou um presentão de natal, com todos os altos e baixos, previstos e imprevistos. Tchau ano deliciosamente difícil!

2016 foi um ano de altos e baixos! Começou mal, muito mal. Terminou bem, muito bem. Um ano pra refletir muitas coisas e quebrar paradigmas para o mundo, acredito eu. Um ano de grandes desafios profissionais. De projetos megalômanos que eu jurava que não daria conta. E de projetos diferenciados. De serviços que eu vendia de uma forma durante aaaaanos e que em 2016, passei a vender de outra. Vou contar…

No fim de 2016, ela me ligou e me pediu um orçamento para organizar aproximadamente 20 mil fotografias. Sim, esse montante todo! Só que ela queria que fosse feito de uma forma diferente. Bem, normalmente, meus projetos de fotografia consistem em recolher as fotos, estudá-las, apresentar um projeto consistente para o cliente e depois encarar a empreitada. Seja em cronologia, seja em temas, enfim, com algumas das muitas possibilidades que tenho disponível para meu cliente. Ela não queria assim. No auto da sua “matura idade” e com uma historia linda de vida pessoal e profissional, ela já tem um outro olhar da vida e pode se dar ao luxo de sintetizar todo esse conteúdo em dois “míseros” álbuns de 500 fotos cada um. Um de presente para o filho. Outro de presente para filha, ambos no natal do ano passado.

COMO ACONTECEU?
Foram cinco dias intensos. Intensos de trabalho, de emoção à flor da pele. De momentos de euforia e de grande tristeza. Assim acontece esse trabalho quando ele é feito desta forma, ao vivo e à cores. E euzinha, que estava acostumada a fazer esse trabalho no meu ritmo, sozinha, uma vez por semana, paulatinamente, tive que mergulhar nesse universo intenso. E não foi fácil meeeesmooo!
Ainda não nos conhecíamos quando o trabalho começou mas viramos amigas e confidentes ao final do quinto dia. As fotos contam histórias, quem já foi minha aluna sabe bem disso. Através delas eu desnudo a vida do cliente. E o bate papo que acontece nesse ínterim, enriquece o trabalho e ajuda e muito a colocar os eventos no seu devido lugar, trocando em miúdos, em cronologia.

Nos dois primeiros dias, nós pincelamos todos os álbuns e fotos avulsas. Tudo mesmo!! Era muito rápido. Ela sentada do meu lado e eu interrogando velozmente sobre as fotos. Bem verdade que ela tinha tudo delineado na cabecinha dela, o que facilitou o andar da carruagem. Fiquei preocupada com o tamanho do filtro que ela fez. Achei “exagerado”. Bem, olhando isso do ponto de visto de uma mãe, por exemplo. Vc resumir um álbum de nascimento de filho em apenas 4 fotos? Eu achei uma loucura! Porém, durante o andamento do trabalho entendi que era um resumo da vida da família, não somente dos filhos, mas de tudo o que compreendia aquele universo: os antepassados, um casamento com muito amor da cliente, uma mega empresa de sucesso, patrimônios e casas construídas por grandes arquitetos, viagens, casamentos desfeitos dos filhos até os atuais, até a chegada dos netos, tudo contando com muitas fotos, um rico acervo.

O tempo todo trabalhávamos com metas, com o número 500 que era a exata quantidade que cabia em cada álbum. Enquanto ela escolhia as fotos eu ia direcionando para que filho ela se enquadraria de acordo com as histórias que eu ouvia dela. Com as afinidades de um neto com a avó. De uma filha com um pai e demais informações. E assim fomos costurando uma história de amor que transbordava pelo álbum.

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UM PARÊNTESES
A cliente e o marido são prósperos empresários da década de 70 e 80. Donos da grife mais famosa da época e que permeava meus sonhos de adolescente, com mochilas, acessórios, calças e roupas lindas. Ahhh eu me realizei quando soube da historia deles e de todo o empreendedorismo que fez com que, de uma amizade de faculdade nascesse um grande projeto e não somente uma grife, mas um império de duas décadas, quase três, com conceito e preocupação com o mundo quando ninguém, ninguém mesmo pensava nisso. Tendência total! Juntando isso, temos o fato deles serem um casal afinado, que se amam intensamente no auto dos seus mais de 40 anos de casado. Isso as fotos contam, bastava olhar pra entender isso, sem contar o carinho, o tratamento que é dado de um para o outro.
Como amo trabalhar em casa assim, com esse clima de amor e harmonia no ar, o trabalho flui melhor, muuuito melhor.

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GRAN FINALE
Então, depois de separadas, em cronologia que começava com o nascimento dos avós e terminava três gerações depois, foi a vez de montar os álbuns. Isso enquanto ela separava as fotos dos netos que variam de poucos meses a 13 anos, pois essa geração já é digital e dependeria exclusivamente dela. Eu estaria a frente montando os álbuns com o que eu já dispunha. Entremeei fotos com memórias, com cartinhas, com cartões, com dedicatórias lindas e um história de uma família, várias gerações e muito amor!Ah, tinha até uma dedicatória linda do poetinha mais amado do Brasil, Vinícius de Morais, uma preciosidade com aquela assinatura que só quem viveu a Bossa Nova é incapaz de esquecer.
A montagem dos álbuns levou um tempinho e enquanto eles passavam férias no frio, eu aqui no calorzão corria feito uma doida pra dar conta dessa empreitada, no meio da agenda apertada de fim de ano dos demais clientes. Foi puxado viu?

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O IMPREVISTO
Quando eu comecei a produção das legendas, que não eram muitas eu pirei! Eram muitas dúvidas e ela estava viajando, eu não queria ficar perturbando com isso. Tive que produzir por minha conta, mas não imprimi até que ela me desse o aval. Tive que esperar ela chegar e aí pedi duas horinhas de um dia para que pudéssemos olhar os álbuns já montados e definir que legendas ela gostaria. Que nomes ela trataria as pessoas. Como era um presente para os filhos, o avô dela seria o bisavô dos filhos, mas certamente não teria tanta relevância para as crianças novas dessa família, que sequer reconheceriam. Que denominação dar então? O nome inteiro? O papel que cumpria naquela família para uma determinada geração? O apelido? Como os filhos dela conheciam? Eram tantas possibilidades…só ela poderia decidir. Foi quando ela deu uma pane! Ela viu os álbuns pela primeira vez. Fiquei assustada, primeiro com a euforia, depois com a tristeza que tomou conta quando comparou os dois álbuns, os dois volumes. Juro que murchei! Fiquei preocupada porque ela achou que um álbum estava muito melhor do que o outro. Sinceramente não achei, as fotos estavam compatíveis com o que cada filho viveu intensamente, tirando os antepassados. Mas ela se descompensou, ensaiou um choro, e eu a entendi, pensando como mãe, que existe uma coisa que nos persegue chamada CULPA. Ainda que não tenhamos nenhuma, a carregamos sempre, até na hora de preparar uma surpresa especial como a que ela planejou durante muito tempo que era a confecção e entrega dos álbuns. Saí de lá desolada! Juro! Mas logo depois fui trabalhar e pra variar me desliguei do mundo.
Confeccionei as legendas pretas com letras brancas, marca registrada do AO e que fica lindo em álbuns com folhas pretas. Cortei cuidadosamente. Colei no álbum. Embrulhei em papel de seda de cores diferentes e em sacola de papel craft e no dia 24/12 de manhã fui lá entregar esse precioso presente. Fui recebida com um abraço caloroso de agradecimento, e um pedido de desculpas por ter ficado triste e com a seguinte frase “Vc foi a pessoa certa e perfeita pra fazer esse trabalho. Não escolheria outra pessoa.Obrigada.” Se despediu com dois beijinhos e um afago no coração e me deu a certeza de que minha missão estava cumprida, independente do resultado.

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Bem, esse post que tem mais vai e volta do que saga do Star Wars, termina aqui, e ainda que hj seja dia 10/01, desejo a todos aqueles que me acompanham e que tem a paciência tibetana de ler cada historinha aqui contada um 2017 próspero, com saúde, alegrias, paz e muito amor, como esse que transborda na história dessa linda família.

Beijo em todos

Verônica Cavalcanti
menina do AO

A reestruturação de uma casa inteira pra fazer e uma família inteira respirando melhores ares com a organização do AO. Na íntegra pra vc!

A vida anda enroladíssima. Família me exigindo como nunca atenção. Trabalho à todo vapor e em duas ou três frentes por dia. Saúde que anda capengando pelo excesso de trabalho e falta de férias, e os fins de semana tomados com rotina das crianças e relatórios que preciso fazer sobre uma empreitada grande que vai virar post já já.

Passou o tempo e quando vi, um acúmulo de trabalhos para mim mesma, atrasos. Sim, tenho mil planilhas de controle mensais para preencher, de tudo. Esta foi a única forma que encontrei de me organizar financeiramente, pessoalmente e profissionalmente.Sem contar minhas pendências de dona de casa e mais dois blogs para alimentar. Então a hora é agora!! Ligada no 220!

Mas vamos ao que interessa dentro da minha proposta nesse blog???? São muitos posts atrasados. Eu lá dobrando roupa na casa do cliente e pensando, “hummmmmmmmmmmm isso aqui dá um bom post”. Então, chegou a vez!

Mais uma vez ela veio por indicação. Aliás, uma senhora indicação! Aliás, um casal, diretores de novela de uma super emissora. Durante anos compraram o serviço de organização de uma outra empresa e não me perguntem porque cargas d´água resolveram experimentar algo novo. Pensei várias vezes antes de perguntar. E eu que não sou curiosa, fiquei, porque a empresa anterior era muito boa e bem conhecida e recomendada aqui no RJ. Mas não me senti à vontade para levantar essa questão. Enfim, vamos morrer na curiosidade. Além de tudo, ela resolveu também experimentar uma nova empresa de arquitetura e escolheu logo quem? A empresa de uma amiga querida e de grande conhecimento e bom gosto absurdo! Como dizem por aí: LACROU! Era tudo o que precisava, porque em contato com o arquiteto que fará o projeto temos um mundo de possibilidades para sugerir uma marcenaria e demais recursos que ajudassem a família na melhor distribuição das coisas. Assim aconteceu!

Voltando, ela chegou até nós por uma maravilhosa indicação. É total o nosso perfil de cliente. Não tô falando pelo padrão financeiro somente e sim pelo perfil mesmo, descolada, casa linda, bem resolvida, sabe o que quer, ainda que leve um titico de tempo para resolver, mas quando decide, sai de baixo! Amo trabalhar com gente assim! Gente que me deixa produzir, ainda que faça mil recomendações. Mas gente que gosta do “novo”, de experimentar novidades e que aceita sugestões. Bom demais!

Bem, o BRIEFING… era um apezão linear com quatro suítes, cozinha, área de serviço e muitos livros para organizar. Ela ia viajar, filhotas estariam fora. Conosco, um dog lindim e uma assistente fofa e que sabia tudo da família e que, diga-se de passagem, foi uma mão na roda!

EQUIPE formada por 3 meninas queridas. Duas assistentes e uma estagiaria que caiu no nosso colo, e não sei porque, eu que sou contra estágios, resolvi abraçá-la e dar essa chance. Mas valeu! Menina de ouro! E elas tiveram que meter a cara juntas porque eu estive muito ausente atendendo sozinha demais clientes, como manutenção, fixos e empreitadas de fotografias que tem sido muitas. Aff! Coisa de doido!

Começamos pela suíte do casal, com muitos armários e dois banheiros. Não era de todo perdida não, encontramos muitos recursos ao longo desse espaço. Caixas, organizadores, nichos, tudo pra favorecer o trabalho. Mas não contávamos com ela ao nosso lado para fazer triagem nas roupas e era uma cliente nova, muito arriscado fazer isso sem ela por perto. Eu sinceramente não gosto quando o cliente não participa. Só restou guardar tudo, da melhor forma possível. Muita roupa, muito acessório, muito sapato, muita toalha, enfim, tudo muito! E do lado dele, meia que não acabava mais!
Banheiros com muita coisa para verificar e criar uma lógica na organização. Dois dias e meio de dedicação para este espaço.

A caçula dorme no quarto do ladinho. Minimalista total. Uma reestruturação no armário permitiu uma porta com pegboard para as bijus lindinhas e ainda criou um espaço para as roupas de cama. Ideias da Rafa, sua linda, arquiteta da Garimporio, nossa parceira querida!

A mais velha, sonha em trabalhar com moda, e já trilha esse caminho. Já imaginou a quantidade de roupas no armário, né? E não era só muita roupa. Muita bijuteria e acessórios. Olha, esse cômodo foi o mais confuso pois enquanto a gente organizava, a equipe da Garimporio chegava com a marcenaria e fazia acabamentos no espaço. Foi uma doideira. No final das contas, jogamos a toalha, deixamos a equipe de arquitetura completar as tarefas dela, e adiamos para mais uns dias a finalização desse espaço. Vou te falar viu? Três pessoas pra dar conta desse espaço e foi pouco!

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E a cozinha e a área? Foi uma operação de guerra. Primeiro que, em colaboração à nossa equipe a cliente interditou a cozinha no dia só pra gente! Ahhhh se todos fossem iguais a vc, que maravilha viveeeeeer! Ainda assim e ainda que a cozinha tivesse muito armário, muito espaço, eram muitas coisas para guardar! Tive que colocar a mão na massa para agilizar o processo já que havia um louceiro dentro da cozinha com tudo junto e misturado e senti que a equipe ficou meio perdida na hora de fazê-lo. Às vezes isso acontece, precisamos tomar a dianteira. Nem sempre dá pra delegar full time. Cada uma abraçou uma causa. Uma ficou na despensa. Outras só nas gavetas e eu com mais uma no louceiro.
A área de serviço, minhas meninas deram conta, com toda orientação possível e muitas caixas para setorizar coisas.

Pensa que acabou??? Nananinanão! E os livros? Muitos, espalhados pela sala que recebeu todo o volume de coisas que estavam nos quartos e precisavam ser esvaziados para receber a marcenaria. Os livros eram muitos, de todos os tipos. E essa empreitada foi só minha!!! Não adiantava ter um exército pra me ajudar se ainda não há um espaço certo para recebê-los. A estante desenhada pela arquiteta e já aprovada vai demorar um tempinho pra ficar pronta. Mas adiantamos um bocado! Separamos os livros por tema e ela aproveitou para descartar o que não interessava mais. Todos eles estão lá, bonitinhos, separados com marcador em cima com o tema e toda a família proibida de tocar neles até segunda ordem rs.

Bem, acredito que novas empreitadas virão por aí! Mas ainda que não aconteça, é uma família que ficou na nossa história pela gentileza, seriedade com a qual encarou nosso trabalho e pela cooperação. Ah e mais, valorizamos nível máximo o cliente que respeita o nosso trabalho, nos deixa trabalhar e valoriza mais ainda o dinheiro investido! Pra mim, é o que há de melhor, cliente Mastercard total!

Beijos da menina do AO

Copacabana Palace o glamouroso hotel com um backstage que merecia uma organização à altura! Ralaaaaaaaaaaaaaaamos, mas chegamos lá!

Como muita gente tá careeeeeeca de saber, minhas andanças profissionais ao longo da vida, que incluem docência de jardim de infância ao Senac, secretária, publicitária, vendedora e gerente de loja, assistente administrativa em uma gravadora e o último deles, hotelaria, se tornaram a melhor bagagem profissional que uma pessoa poderia ter. Este último, foi meu céu e meu inferno. Lá, fiz grandes amigos, mas tive a pior gerente que alguém pode ter. Posso falar isso com tranquilidade aqui, primeiro porque ela foi de fato, não cito nome e se for ler isso que escrevi, embora ache muito difícil, sinto muito, foi mesmo, sabia disso e eu nunca escondi. Mas graças a essa gerente muito ruim eu me capacitei pra caramba! Aprendi a lidar com pressão, com prazos, com palavras “desditas”, com profissionais que jogam tudo em cima de vc e não te dão respaldo nenhum. Fui maltratada, meu trabalho nunca prestava, nunca estava certo, segundo a opinião dela, ainda que eu fizesse o melhor. Quando fui demitida por ela, tive que ouvir a seguinte frase “Você treinou tão bem seus empregados, vc os capacitou tão bem que estou hj extinguindo seu cargo. Eles andam sem vc.” Ponto final literalmente. Ela só esqueceu de uma coisa, nenhuma equipe, por melhor que seja, vai adiante sem um líder. Enfim, soube que um tempo depois ela tentou reativar a função pois os resultados não eram favoráveis e não conseguiu. Logo depois o hotel entrou em espiral e faliu! Uma pena!
Bem, uma sensação de libertação tomou conta do meu ser. Sério mesmo! Foi o empurrão que eu precisava pra vida. E em 2004 eu decidi que meu trabalho seria valorizado ao extremo, que eu só trabalharia pra quem eu quisesse e pra quem acreditasse em mim…enfim, 12 anos depois a profecia se cumpriu. Sou feliz ao nível máximo, e conto nos dedos os trabalhos que eu fiz para clientes que não me valorizaram tanto quanto eu acredito que valho. Pra esses, eu não volto nunca mais!
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Bem, o Copacabana Palace entrou na minha vida e na do AO não pelos meus contatos em hotelaria, mas que isso ajudou, ahhhh ajudou muito mesmo, tanto no operacional como no lidar com o mercado hoteleiro. Pressão muita, pouco feedback e trabalho árduo. Ralação pesada com muito suor, pouca água e um resultado minimamente satisfatório para eles, porque pra mim foi maravilhoso. Então, o primeiro orçamento que era macro e incluía as sete rouparias e padronização da rouparia de uniformes, foi “embarreirado” pela diretoria. Momento difícil do país, redução de custos, então, somente uma parte dessa etapa foi autorizada. Começamos então parte dessa empreitada com três pessoas na equipe e rouparias abarrotadas de uniformes e roupas, pior, com uma variedade absurda de produtos. Era preciso muita atenção pois tínhamos por exemplo um universo infinito de calças pretas sendo que cada uma era de um setor, e a única variação era o tecido, já imaginou né? Foi uma lenha separar os uniformes por categoria e setor, mas conseguimos, com a brilhante ajuda das pessoas que trabalhavam na própria rouparia e tiravam todas as nossas dúvidas e principalmente, nos ajudavam a decidir pelo descarte ou não. Foi uma santa ajuda como dizem por aí!
Essa empreitada inicial estourou nosso prazo. Novidade né? Era muita coisa para classificar e de um dia para o outro, tudo estava de “pernas pro ar”, porque rouparia de hotel é uma loucura mesmo. Só quem viveu nela sabe do que estou falando! O giro é enorme, manter o trabalho feito é humanamente impossível! Ainda assim conseguimos concluir com 2 dias de atraso e uma pendência na rouparia de uniformes que dependia exclusivamente da chefe verificar uma listagem de funcionários para nos passar e em época de Olimpíadas dentro de hotel 5 estrelas… sabe como é né?
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Passou uma, duas, três semanas e o Copacabana Palace pede nossa equipe de volta para não somente concluir a padronização da rouparia de uniforme, que incluía a confecção de tags, com baixo custo mas lindos, mas fundamentalmente para organizar e preparar todas as rouparias para o inventário que irá acontecer me breve. Ou seja, o hotel se rendeu ao orçamento total que compreendia as demais etapas. Para eles, não havia tempo nem mão de obra pra isso. Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeem, meu maior pesadelo que era fazer o inventário no extinto Meridien, ondeu eu fui Coordenadora de Estoques, e que tinha nada mais nada menos que 360 apartamentos, a mesma quantidade de funcionários etc e tal voltou à tona! Jesuuuuuuuuuuuuis, pensei que eu tivesse deixado inventário de rouparia de hotel pra trás, mas ele voltou! Ainda bem, ainda bem que eu tive uma gerência ruim, ainda bem que, ainda que com muito sacrifício eu havia vivido tudo aquilo no passado! Foi a minha experiência que me salvou! Preparar as rouparias para o inventário significava trabalhar com métodos que poucos saberiam e cumpririam se não tivessem a vivência. Era preciso contar as caixas, sinalizar tudo, padronizar as embalagens, deixar caminhos abertos para o auditor passar entre as estantes e pilhas de caixas, e contar juntamente com a chefe de rouparia e por aí vai. Era muito mais do que ter uma estética linda. Uma série de exigências que quem viveu na pele não esquece jamais! Assim foram os dias, com uma assistente voltada somente para a rouparia de uniforme, checando lista, confeccionando tags e outra comigo nas rouparias colocando a mão na massa! E mais, o hotel disponibilizou mais dois ajudantes que chegaram juntinho, mas ainda assim, no fim do dia, a gente tava um lixo! Fato! A roupa, o uniforme imundo, o braço nem levantava, aliás, nem ia pra frente, foi duro passar a marcha no carro, foi duro até lavar o cabelo no banho porque o braço travou! Só pra entender a extensão do trabalho nada glamouroso de uma profissional da organização. Essa é a mais pura verdade. Essa é a realidade de quem ama o que faz e se dispõem de fato a trabalhar nesse mercado. Simples assim! Adoro falar isso. Sou chata. Sei disso. Perdão. Rs
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Bem, o investimento do hotel foi basicamente em caixas plásticas para organizar as rouparias de uniformes, além de porta documentos e lacres, vendidos facilmente no Kalunga, para fazer os tags com nome e número de cada funcionário já que a arara nova era numerada, igual as araras de lavanderia, sabe? Assim, cada funcionário teria sua numeração e ao pedir seu uniforme, não falaria mais o nome, o apelido etc e tal, falaria somente o seu número de uniforme. Mais prático e funcional. Também houve um investimento maciço em cabides, total de 1200 unidades do modelo Star Preto do Joleis, fornecedor que fica na mesma rua do hotel. Não foi sugestão minha. Quando chegamos, ele já havia sido comprado. Confesso que eu não sugeriria aquele modelo, mas trabalhamos com o que tínhamos na mão, mas não achei legal não, muito frágil para a quantidade de roupas que ele iria agrupar por unidade. Alguns ficaram pelo caminho, quebraram, enfim, mas tá lá!

Esse não foi o primeiro trabalho que fizemos para o Copacabana Palace, foi o quinto, desde 2011. Mas foi o primeiro de organização da rouparia e como nossas referências eram as melhores por trabalhos anteriores, ainda que a gestão tenha sido outra, nosso caminho já havia sido aberto. Voltamos com força total! E esperamos que venham outros e outros, porque experiência não nos falta, é um mercado que conhecemos bem, e e entendemos que a falta de feedbacks não necessariamente quer dizer que o trabalho tenha sido ruim. A hotelaria funciona assim. Neste caso, reincidência é uma maravilhosa resposta! Queremos mais pulseirinhas em nosso pulso!
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Bom fim de semana amores! Que venha uma melhor ainda e sem mortes trágicas hein? Sofremos muito nessa que passou.
beijos da menina do AO
Verônica Cavalcanti

Língua bem paga e mais uma mudança organizada em quatro dias, pra recordista olímpico nenhum botar defeito!

Eu paguei a língua! Paguei e bem pago! Sem troco!
Uma pessoa desesperada pediu uma indicação de uma Personal Organizer (aí como resisto à essa nomeclatura!) num site do meu bairro. Vou explicar.
Sabe aqueles jornais de bairro de antigamente, digo 10 anos atrás? Pois é, aqui no meu bairro e adjacências, tem um grupo de mães e pais numa rede social. Várias amigas minhas estão lá, pedindo e vendendo seus produtos e serviços. Eu, como não sou muito antenada nessas coisas, uma delas me convidou e resolvi entrar e pagar pra ver.
Durante duas semanas, publiquei dois anúncios, mesmo que à revelia, pois conheço bem onde está o meu público, ou o público que mais gosto de trabalhar. Enfim, nada aconteceu. Continuei na minha ralação diária, agenda, ora cheia, ora mais tranquila, mas com trabalhos contínuos, navegando sempre em meio à crise desse país, mas fazendo o que amo, sempre! Parada nunca! Até que, num desses raros dias de folga – eu já havia esquecido de publicar anúncios locais – essa cliente publicou um pedido de uma profissional da área que não fosse uma “fortuna”. Li. Registrei. Pensei: o que será uma “fortuna” pra ela? Entendi que era uma mudança pelo que descrevia no post dela. Vc sai para curtir o restinho das Olimpíadas, sua mudança chega. Vc continua curtindo e trabalhando e tem uma equipe cuidando da sua casa, dos brinquedos e das roupas dos seus filhos, dos seus livros, do seu armário, cozinha, área de serviço e banheiro. Vc chega e tá lá, tudo lindo e organizado. Pensei sim, o que ela chamaria de “fortuna”? Não me manifestei! Li e fiquei muda. Como é um grupo fechado e local, não houve muitas indicações, somente de uma Organizer de SP, acreditem se quiser. Nada contra Sampa ok? Essa Organizer tá sempre trabalhando, fazendo coisas lindas e seu trabalho salta aos olhos. Uma pessoa nova no mercado, que tem um trabalho lindo de morrer, merece aparecer, merece e tem indicação Brasil afora!
Voltando. Não me manifestei. Uma única publicação, indicava a paulista poderosa. Embaixo dela, uma amiga, moradora do bairro e que conhece bem meu trabalho, me indicou. Pensei “Putz, vou ter que me manifestar agora!”. Fui lá, e em respeito à amiga que me indicou mas com baixíssima expectativa, respondi publicando o link do meu site e uma frase. Nada demais. Ela entrou no site e trinta minutos depois me mandou um whatsap. Nossa negociação durou um ou dois dias, não mais do que isso. Ela me mandou fotos pelo aplicativo. Eu, com a agenda lotada, crianças de férias etc e tal, não tinha como fazer uma avaliação “in loco”, até porque, a maior parte das coisas já haviam sido encaixotadas. Rolou fotinha pelo whatsap mesmo. Podem me matar!! Me matem, mas não façam isso ok? O risco é imenso, mas minha sinceridade maior ainda, e quem me conhece sabe que num gosto de mentir não. Falo na lata!
Bem, mesmo pra mim que tenho anos de mercado e já conheço algumas armadilhas e perfis de clientes é um risco fechar orçamento por aplicativo, mas ela me solicitava com certa urgência. Ela estava se mudando dois dias depois, queria um orçamento pra “ontem” para se organizar e precisávamos fechar datas pois tanto ela, quanto eu, estávamos com a agenda complicadinha. Mandei o orçamento baseado nas fotos. Muita bagunça em pouco espaço, mas como ela ia para um apartamento maior, isso me daria uma margem de segurança. Enfim, o orçamento foi aprovado, com um pedido mínimo de desconto que já concedo em algumas circunstâncias. Nada demais! Valeu!

Ela esperou o prazo que combinamos e a finalização de dois trabalhos em andamento. Ainda aguentou por uma semana com algumas muitas caixas fechadas, até que pudéssemos entrar no AP e começar a trabalhar. E fomos!

Vista mar! Uma avenida linda da enseada de Botafogo com Pão de Açúcar de “carão” pra gente. Vista para o veleiro Norueguês que estava aqui no período das Olimpíadas e chave do apartamento na mão. Ela delegou totalmente e com as crianças na casa do pai, pudemos alavancar a organização começando pelo quarto dos pequenos, pela cozinha e área de serviço. Euzinha, estava finalizando um trabalho anterior. Não podia me ausentar. Ela contava com aquilo. Então, levei minha equipe pra lá. Traçamos nosso planejamento juntamente com a cliente, e fui atender outra. Num feriado no RJ. Faz parte!
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No quarto das crianças, oito caixas de brinquedos e mais umas seis de roupa que já haviam sido abertas anteriormente pela empregada da cliente, aguardavam organização. Como disse, pelas fotos eu já via um ambiente caótico e “batia” exatamente com o que ela mesma falava. Muitos brinquedos, algumas cestas denotando um forte desejo de organizar, mas nenhuma lógica mais. Se é que houve alguma. Tudo muito misturado e como é um casal de filhos, com diferença de dois anos, pedaços de brinquedos de menino misturado com de menina. Uma confusão danada!
E brinquedos é o meu setor. O que não consigo resolver, o Google me dá uma forcinha! Rs Para o quarto das crianças, dedicamos dois dias intensos e mais uma “metadezinha” de outro pra ajudar o “faz tudo” a prender nichos, livreiros, cabideiro no quarto deles, acessórios que eu não poderia dispensar durante o processo. Enquanto isso a cliente fazia o dever de casa lindamente. Tudo o que foi solicitado, ela comprou! Ia trabalhar e na volta, trazia tudo. Feriado, e ela catando loja aberta pra comprar cestos e demais recursos. Foi uma dobradinha maravilhosa! O resultado só poderia ser esse aí:
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A cozinha e a área foram feitas em um único dia. Casal recém separado, aí sabe como é né? Louças divididas e pouca coisa. Rapidamente tudo resolvido e sem fotinhas. Esqueci de tirar. Enquanto uma fazia as roupas das crianças e o banheiro, a outra se dedicava exclusivamente a esses espaços. Tudo concluído num único dia!

O quarto dela foi complicado. Bons armários, mas antigos. Gavetas minúsculas e muita roupa. Ainda bem que tudo era dela, não tinha marido pra dividir, ainda assim, como veio tudo muito bagunçado, foi demorado o processo. Várias necessaires e bolsinhas com coisas dentro. Mala pronta e que não era da mudança, isso eu tenho certeza. Sei lá há quanto tempo ela estava pronta. Bagunça, e muita roupa em um único cabide. Esse era o menu do dia. Levamos dois dias nesse quarto, com dedicação exclusiva.

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Por último, um misto de biblioteca com home office e quarto de hóspede. Foi o que deu mais trabalho porque eu dependia exclusivamente do “faz tudo” que estava montando a estante. E o ritmo dele, era muito diferente do meu. Sem contar que, como a estante veio emprestada, quem emprestou esqueceu partes dela pra trás. E isso me deu uma agonia, porque eu não tinha muito o que fazer, estava condicionada ao fim do trabalho dele. Todos os livros já estavam separados. CDs e vinis já haviam sido retirados das caixas. Só esperando a tal da estante. Bem, depois de esperar um dia pela montagem, entre idas e vindas, ela ficou pronta no melhor dos sentidos e sobrou espaço viu? Fiz a parte de baixo inteira para as crianças, com os livrinhos delas e muitas revistas com atividades. Um cantinho dedicado a elas no espaço da mamãe.

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E foi assim que paguei a língua mais bem paga e com o melhor dos resultados. Não pensando que, por ter muitos anos nesse mercado, estarei isenta de cometer erros. Que me venham erros novos, porque com esse vacilo, ainda que tenha dado certo, eu aprendi. Mais uma mudança finalizada eM quatro dias intensos. Mais uma cliente feliz. Quer ver o feedback dela? Precisa de mais?
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Em breve, posts sobre trabalhos lindos que estão em andamento. Um arquivo e a catalogação de livros mais longa da minha vida e a organização da rouparia do Copacabana Palace. Que tal? Na íntegra, no blog, em breve!

beijos da menina do AO
Verônica

“Verônica

Prazer, sou Verônica Cavalcanti, criadora do Ateliê Ordenar. Nasci organizada, disciplinada, obstinada. E, ainda, sob o signo de Áries e ascendente em Escorpião!
Como me disse uma vez um numerólogo: vim para a guerra. 😉

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