Depois de uma sequência de seis mudanças seguidas, e uma lista enorme de postagem, rolou finalmente um final de semana inteirinho pra colocar a vida, a saúde, a casa e o blog em dia! Lá vamos nós!

Eles são marido e mulher, sócios numa empresa próspera de arquitetura. Uma empresa especializada em trabalhos de grande escala como galpões, supermercados etc. Obviamente que também fazem residências, e foi através de uma indicação deles para organizar a casa de um cliente, que nos conhecemos. Foi um projeto muuuuito legal, um quarto de menino que foi uma transição de garoto pra adolescente e lembro que além de arte de rua no quarto ela colocou um saco de box, aff, enlouqueci, queria muito um pra mim. Socar aquilo até cansar quando tivesse irritada. Aliás, recurso maravilhoso para quartos não somente de adolescentes mas para pessoas pilhadas como eu, né não?

Depois desse trabalho, fizemos a organização do escritório de arquitetura deles.
Depois, a casa. Um AP que exigiu muito porque era muito pequeno e tinha muita coisa para organizar.
Passaram-se 5 anos e eles voltaram com força total este ano. De cara, queriam a mudança deles. Estavam saindo de um AP muito bom em Ipanema com grande espaço de armazenamento, e indo para uma cobertura no Leblon, muuuuito maior em espaço físico mas com um potencial de armazenamento menor do que o AP anterior, julgando a quantidade de coisas que eles tinham. Fiquei preocupada de cara!

Confesso que não foi um trabalho empolgante pra mim. Sim, não é porque eu amo o que faço que todos os trabalhos são perfeitos e excepcionais. Nananinanão! O trabalho foi complicado, eles trabalham muuuuito então delegaram tudo pra gente, tudo devidamente contratado, mas houve pouco briefing por falta de tempo e sobrou muita confusão. Eles são uns queridos, calmos até demais, mas pecaram na contratação de uma mudança muito ruim, muuuuito ruim mesmo. E quando a empresa de mudança é ruim, nosso trabalho é dobrado. Fato! Má vontade, pouco material, nenhuma estrutura por parte deles e tivemos que rebolar para dar conta do recado. Temos pelo menos 20 anos de experiência em mudanças mas não temos como prever certas coisas. Eles pediram indicação de empresa de mudança, passamos as que estamos acostumadas a trabalhar. Quando chegamos no dia D, era uma que nunca tinha ouvido falar e aí, o estrago já estava feito. Enfim…

Com tudo dentro do AP que tinha bastante espaço pra circular, apesar de ter um fim de obra acontecendo aiiiinda, algumas caixas no lugar e uma equipe de três pessoas, fomos dançando conforme a música.

Se tem uma outra coisa que me incomoda profundamente é o cliente que marca a organização, junto com a instalação da NET, junto com o fim da obra, junto com a faxina, junto com a colocação do papel de parede, da marcenaria, aff meu Deus! Ninguém consegue finalizar nada! Todo mundo bate cabeça! E assim se deu essa mudança programada para durar 7 dias com a pré, e foi à risca! Mas muita ralação, dor de cabeça e um final que não foi o meu esperado mas que não foi desagradável. Todo meu escopo foi cumprido mas ficaram caixas pra trás, de decoração, eletrônicos, fios, cabos e demais objetos que eles tinham que fazer triagem ou providenciar móveis. Também, quando eles finalmente tiveram tempo para tirar algumas dúvidas que tivemos e dar uma melhor brifada em tudo, já era tarde. No final das contas, eles mesmos tiveram que fazer as mudanças para ficar de acordo com o que planejaram. Faz parte. Eles não ficaram chateados, mas eu sempre fico porque mudança perfeita pra mim é quando não fica nada pra trás, nada mesmo! Tanto não ficaram que depois desse projeto, organizamos o escritório deles no Leblon. Que fica pra um próximo post.

A gente foi fazendo o que era possível.
Numa mudança meu objetivo sempre é trabalhar dois ou mais espaços simultâneos com a equipe que tenho. Neste caso, rolou a cozinha e o quarto das crianças e uma outra pessoa só abrindo caixas e direcionando para o lugar certo, pois a empresa de mudança jogou em qq lugar as caixas, não esperou a gente ir junto. Então foi um Deus nos acuda!

Tive que rebolar pra fazer caber tudo na cozinha, eram aproximadamente 40 caixas só desse espaço. Mas a despensa teve que ir para um quarto reversível virado para a cozinha e para o corredor e que na verdade, a cliente já tinha outros planos pra ele, mas num teve jeito, tive que usá-lo como apoio.

O quarto das crianças, ficou vinculado à chegada das camas pois uma delas era baú e precisaríamos desse espaço para guardar coisas. O armário comportou todas as roupinhas deles mas a cama que era apoio, só chegou mesmo na véspera da gente finalizar a mudança. Ao menos ela planejou uma viagem de férias para as crianças. Eles não estavam lá o que já é muuuuita coisa.

A sala, foi por minha conta. Uma ajudante abriu todas as caixas pra mim enquanto eu finalizava a cozinha, mas a missão de separar os livros e montar toda a estante foi minha, somente minha. Também sem nenhuma orientação por parte deles. Fui no feeling total porque com eles sempre em reuniões, os feedbacks via whatsaap demoravam horas e horas e eu não poderia ficar parada esperando. Segue o baile!
Ah, os louceiros depois de montados e com todas as louças acomodadas dentro, a cliente decidiu mudar eles de lugar. Também segue o baile!

Enquanto isso a organização dos armários do casal acontecia. Armários da Tok Stok dificilmente comportam o volume que veio de um closet, então podemos imaginar o milagre que foi feito né? O banheiro do casal ainda estava finalizando acabamentos, e um pequeno home office que ia existir no quarto, ainda não tinha sinal de vida. A mesinha de cabeceira, se fosse colocada no espaço não deixava a porta do armário abrir, e por aí vai! Mas sobrevivemos! A suíte foi concluída com sucesso e suor e algumas muitas pendências que juro, não foram culpa nossa.

Restou o quarto de brinquedos, que foi uma missão minha em conjunto com a cliente puxada pela unha por mim, rs. Só precisava que ela decidisse o que não ia ficar mais naquele espaço, que ia ser doado etc. Deu certo, viu? Consegui fazer com que ela fosse objetiva e finalizasse rápido a missão. Na verdade eu já tinha feito uma triagem anterior do que eu achava, que pela faixa etária, não usava mais. Foi meio caminho andado. A montagem do espaço com um armário de roupas antigo, já existente no apartamento foi toda minha. Momento criativo no grau máximo e aproveitamento de caixas e o que mais tinha na casa para setorizar brinquedos. Bingo!

Entregamos mais uma mudança que, dentro do quadro gravíssimo de UTI que encontramos, conseguimos ressuscitar e entregar uma casa pronta com todas as nossas possibilidades. Mas outras mudanças virão por aí. A próxima? Uma mudança minimalista. Da filha de uma cliente amadíssima e elas colocaram a mão na massa, hein?

Em breve!
beijos e boa semana

Verônica Cavalcanti

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